Após um hiato de três anos longe da televisão aberta, Thiago Lacerda retorna à tela da TV Globo nesta segunda-feira, 17, como um dos protagonistas da nova trama das 7. O ator, que utilizou o período de afastamento para se dedicar ao teatro e a produções de streaming, como a minissérie Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, descreve o hiato como um processo circunstancial e necessário para sua maturação profissional.
O reencontro com o público marca uma nova fase em sua trajetória de mais de 25 anos. Lacerda afirma que a decisão de retomar o trabalho em folhetins foi natural, reforçada pelo desejo de continuar contando histórias em um ambiente onde se sente em casa. Segundo o ator, a ausência foi notada pelos espectadores, que frequentemente questionavam sobre seu retorno durante o último ano e meio.
O desafio de interpretar Gabriel e a conexão com a paternidade
Na nova novela, o ator dá vida ao advogado Gabriel, um personagem marcado por uma infância em casa de acolhimento e por uma relação profunda com a filha, interpretada por Giovana Grigio. Para Lacerda, a construção do papel permite uma reflexão direta sobre sua própria vivência como pai de três filhos, Gael, Cora e Pilar, frutos de seu casamento com Vanessa Lóes.
O personagem também vive um reencontro amoroso com Bela, papel de Sheron Menezzes, trazendo à tona questionamentos sobre escolhas do passado e os efeitos do tempo. O ator destaca que a delicadeza do roteiro e a complexidade das relações humanas são os principais atrativos que o motivaram a aceitar o convite para a produção, que ele define como um exercício transformador.
Transformação profissional e o olhar sobre o passado
A interrupção do vínculo fixo com a emissora, iniciada há cerca de três anos, serviu como um divisor de águas para repensar o futuro de sua carreira. Lacerda, que estreou na televisão em 1997 em Malhação, observa que, embora tenha acumulado experiência, a curiosidade e a inquietação que o moviam no início de sua trajetória permanecem intactas.
Durante o período longe das novelas, o artista consolidou sua presença nos palcos com peças como A Peste e Quem Está Aí? Monólogos de Shakespeare. Ele enfatiza que o retorno à TV é apenas um aspecto de uma transformação mais ampla, que integra o trabalho no teatro, no cinema e em plataformas de streaming, mantendo sempre o foco na qualidade das narrativas.
Desconstrução do rótulo de galã
Ao longo de sua carreira, o ator foi frequentemente associado ao rótulo de galã, uma classificação que ele afirma nunca ter influenciado suas escolhas artísticas. Para Lacerda, a preocupação com a imagem pública é secundária diante do objetivo principal de seu ofício: comunicar emoções e conectar-se com a plateia de forma objetiva e profunda.
Ele ressalta que nunca aceitou ou recusou papéis baseando-se em definições como mocinho ou herói. O que realmente importa, conforme o ator, é a humanidade presente em cada personagem e a capacidade de transmitir mensagens que ressoem no público, independentemente de como ele seja rotulado pela crítica ou pela audiência.
Fonte: terra.com.br


































