A seleção brasileira se prepara para um confronto de grande importância nas oitavas de final da Copa do Mundo, onde enfrentará a Noruega. O desafio vai além da disputa por uma vaga nas quartas: o Brasil busca quebrar um tabu Noruega histórico, já que nunca venceu a equipe nórdica em partidas anteriores. Este embate crucial está marcado para este domingo, 5, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, mesmo local onde a seleção brasileira iniciou sua campanha com um empate por 1 a 1 contra Marrocos.

A Noruega se destaca no histórico da seleção brasileira como a única equipe contra a qual o Brasil jamais conquistou uma vitória, considerando os países enfrentados ao menos uma vez. Em quatro duelos, o retrospecto aponta dois empates e duas derrotas para a equipe sul-americana. Um dos encontros mais marcantes foi na Copa do Mundo de 1998, na França, onde a Noruega superou o Brasil por 2 a 1 na fase de grupos. Apesar daquele resultado, a seleção brasileira avançou como líder do grupo e chegou à final do torneio.

O desafio do tabu Noruega e o histórico de confrontos

Para além do desafio específico contra a Noruega, a seleção brasileira tem enfrentado dificuldades em edições recentes da Copa do Mundo. Desde 1998, o time acumulou um histórico de cinco derrotas e um empate em seis confrontos eliminatórios em cinco Copas, incluindo resultados como a disputa do terceiro lugar contra a Holanda em 2014 e a semifinal contra a Alemanha no mesmo ano, além da eliminação nos pênaltis para a Croácia em 2022. Este panorama adiciona uma camada de pressão ao atual elenco, que busca reescrever sua trajetória no torneio.

Os jogadores brasileiros demonstram consciência da responsabilidade que o confronto carrega. O atacante Matheus Cunha destacou a importância de uma boa partida e de jogar bem contra um adversário forte como a Noruega. Ele ressaltou que o foco do time está em construir sua própria história nesta Copa, sem se prender excessivamente a resultados passados.

Ajustes táticos e desfalques na equipe brasileira

A preparação da seleção brasileira para o confronto com a Noruega foi marcada por ajustes táticos, especialmente devido à lesão muscular na coxa esquerda de Lucas Paquetá. Este desfalque obriga o técnico Carlo Ancelotti a realizar mais uma alteração na escalação inicial. Após conseguir repetir a equipe pela primeira vez em 16 jogos no confronto anterior contra o Japão, a entrada provável de Gabriel Martinelli manterá a formação tática, mas com uma mudança nos nomes.

Martinelli, que já havia entrado no segundo tempo na partida anterior substituindo Matheus Cunha – este último atuando na posição de Paquetá após a lesão –, impressionou a comissão técnica. O jogador não apenas marcou o gol da classificação na vitória por 2 a 1, mas também demonstrou grande disciplina tática. Sua versatilidade permite que atue tanto como ponta quanto como meia-campista, oferecendo flexibilidade ao setor ofensivo. A expectativa é que o esquema tático conte com três meio-campistas e três atacantes.

O técnico Ancelotti enfatizou a importância de adaptar a equipe às características dos jogadores disponíveis. Ele destacou que o elenco não possui atletas com o perfil exato de Paquetá, e a escolha será feita considerando o adversário e as necessidades do time. Uma alternativa treinada foi Danilo Santos, do Botafogo, mas há uma preocupação quanto à sua obediência tática em comparação com Martinelli. O restante da equipe titular deve ser o mesmo que iniciou a partida contra o Japão, mantendo Endrick e Neymar como opções no banco de reservas.

Raphinha, por sua vez, está na fase final de recuperação de uma lesão muscular na coxa direita. Embora já tenha retornado aos treinos em campo, ainda não possui condições de iniciar a partida como titular. Ele será uma opção no banco e poderá ser utilizado por alguns minutos, conforme indicado por Ancelotti.

A força norueguesa e a estratégia adversária

A Noruega chega às oitavas de final com uma equipe que possui referências ofensivas de alto nível. O centroavante Erling Haaland, do Manchester City, é a principal ameaça, conhecido por sua capacidade de decisão e força física, mesmo com pouca participação na construção das jogadas. A estratégia norueguesa frequentemente explora cruzamentos e bolas longas para maximizar o potencial do camisa 9.

Além de Haaland, o meia Martin Odegaard, capitão da equipe e jogador do Arsenal, é o cérebro da seleção nórdica. Ele é responsável por organizar a saída de bola, ditar o ritmo do jogo e criar as principais assistências. A presença de Odegaard é crucial para a fluidez do ataque norueguês. O técnico da Noruega, Ståle Solbakken, comentou sobre o confronto, afirmando que o Brasil ainda é favorito, mas não com a mesma intensidade de anos anteriores, expressando confiança em sua própria equipe.

Apesar de uma declaração inicial que soou como provocação a Carlo Ancelotti após a classificação contra a Costa do Marfim, Solbakken posteriormente minimizou o ocorrido. Ele elogiou Ancelotti, chamando-o de um dos maiores técnicos do futebol e um exemplo de comportamento, ressaltando o respeito mútuo entre os profissionais.

Expectativas e escalações prováveis para o confronto

Endrick, por sua vez, expressou total confiança nas decisões do técnico Carlo Ancelotti. O jovem atacante afirmou que o treinador, sendo um dos mais vitoriosos do futebol, sempre fará o que é melhor para a equipe, e não para um jogador individualmente. Ele reiterou sua disposição em cumprir qualquer instrução do comando técnico.

As prováveis escalações para o embate são:

Para mais informações sobre a Copa do Mundo, visite o site oficial da FIFA.

Fonte: terra.com.br

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