A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) formalizou, nesta quinta-feira, três denúncias contra o Remo em decorrência dos episódios registrados na eliminação do clube na Copa do Brasil frente ao Santos. O embate, realizado no estádio Mangueirão, foi marcado por tensões que extrapolaram as quatro linhas e chegaram à zona mista da arena.
Denúncias e enquadramentos legais do tribunal
As acusações foram fundamentadas na súmula redigida pelo árbitro Anderson Daronco. O documento relata episódios de hostilidade contra a equipe de arbitragem e falhas na segurança do evento. Como resultado, o Remo responderá por incapacidade de prevenir e reprimir desordens, conforme o artigo 213, inciso I, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Em caso de condenação, a agremiação pode enfrentar multa de até R$ 100 mil e perda de mando de campo.
Além da instituição, indivíduos específicos foram citados. O zagueiro Marllon, expulso durante a partida após lance envolvendo o atleta Caballero, foi denunciado sob o artigo 250, parágrafo 1º, inciso I, do CBJD, por falta grave, podendo sofrer suspensão de um a três jogos. Já o supervisor de futebol Diego Ziegg foi enquadrado no artigo 258, parágrafo 2º, inciso II, por conduta contrária à ética desportiva, com risco de suspensão de até seis partidas.
O papel da arbitragem e o relato na súmula
O relato oficial de Anderson Daronco detalha que, no intervalo da partida, o supervisor Diego Ziegg teria proferido ofensas diretas contra a equipe de arbitragem em relação ao uso do VAR. O documento aponta ainda que, após o apito final, membros da delegação do Remo teriam tentado abordar os árbitros na zona mista com gestos de roubo e xingamentos, sendo contidos apenas pela intervenção da segurança local.
Controvérsia sobre a conduta de Neymar
Embora o foco das sanções tenha recaído sobre o clube paraense, a postura do atacante Neymar, do Santos, gerou forte repercussão. O jogador foi flagrado provocando torcedores e dirigentes adversários, incluindo o presidente do Remo, Antônio Carlos Teixeira, que classificou o atleta com termos ofensivos. O craque, por sua vez, alegou que estava apenas comemorando o resultado da partida.
Até o momento, o STJD não incluiu o jogador santista no rol de denunciados. Contudo, a diretoria do Remo sinalizou que pretende apresentar um recurso para que a conduta do camisa 10 seja analisada pelo tribunal. Para mais detalhes sobre as normas vigentes, consulte o portal oficial da Justiça Desportiva.
Fonte: uol.com.br

































