O atacante uruguaio Nicolás Schiappacasse, de 27 anos, oficializou nesta quarta-feira a rescisão de seu contrato com o Amazonas FC. O jogador, que ocupava o posto de artilheiro da Série C do Campeonato Brasileiro, alegou o não pagamento de salários como o motivo determinante para o encerramento do vínculo por justa causa.
A decisão foi comunicada por meio de uma nota oficial assinada pela Charrúa Sport, agência que gerencia a carreira do atleta. Segundo o comunicado, houve tentativas de diálogo com a diretoria do clube amazonense, mas a falta de recursos financeiros para regularizar as pendências tornou a permanência insustentável.
Crise financeira e debandada no elenco
O caso de Schiappacasse não é um episódio isolado no Amazonas FC. O clube enfrenta uma grave crise financeira que tem provocado uma verdadeira debandada de atletas. Pelo menos outros seis jogadores, incluindo Erick Varão, Fabiano, Gabriel Cipriano, Jorge Jimenez, Léo Coelho e Rafael Vitor, também recorreram à Justiça para rescindir seus contratos nesta temporada.
Em suas redes sociais, o uruguaio expressou frustração com o desfecho. O jogador afirmou que atingiu um limite de suporte diante das adversidades financeiras, apesar de ter mantido o compromisso profissional com a equipe de Manaus. Ele deixa o clube após 17 partidas disputadas, ressaltando o desejo de que o time consiga alcançar o objetivo de acesso à Série B.
Ascensão meteórica e trajetória polêmica
A carreira de Schiappacasse é marcada por altos e baixos extremos. Revelado pelo River Plate-URU, o atacante foi apontado como uma das maiores promessas do futebol uruguaio, sendo comparado a Luis Suárez. Aos 18 anos, foi contratado pelo Atlético de Madri, na Espanha, após se destacar nas seleções de base do Uruguai, onde detém o recorde de maior artilheiro da história da categoria sub-20, com 21 gols.
Apesar do sucesso na base, o atleta não consolidou sua trajetória na Europa, acumulando passagens por clubes como Rayo Majadahonda, Parma e Famalicão sem grande brilho. Em 2022, sua carreira sofreu um revés grave quando foi preso por envolvimento com tráfico de armas. O jogador foi detido portando uma pistola de nove milímetros e cumpriu dois meses e 12 dias de detenção antes de retornar aos gramados.
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Fonte: uol.com.br


































