O técnico da seleção argentina, Lionel Scaloni, revelou ter se empenhado pessoalmente para assegurar a presença de Lionel Messi em uma partida de despedida oficial. A iniciativa ocorreu logo após o craque anunciar sua aposentadoria do futebol internacional, em agosto, pouco mais de um mês após a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo.
Bastidores da convocação para o adeus
A decisão de Scaloni foi motivada pela incerteza sobre sua própria permanência no comando técnico da equipe. O treinador, que conduziu a Argentina ao título mundial de 2022 e a duas conquistas da Copa América, admitiu que não tinha garantias de que estaria à frente do time para organizar um evento dessa magnitude em um futuro distante.
O amistoso de despedida foi agendado para o dia 6 de outubro, no Estádio Monumental, em Buenos Aires, contra a seleção de Benin. Segundo Scaloni, o esforço foi justificado pela trajetória do jogador e pela necessidade de proporcionar um momento de reconhecimento imediato junto à torcida argentina.
O compromisso com a trajetória do ídolo
Durante coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, o treinador destacou a disposição de Messi em atender ao chamado, mesmo diante das dificuldades pessoais que o atleta enfrentava no período. Para Scaloni, a homenagem precisava ocorrer no momento em que a conexão entre o jogador e o público ainda estivesse em seu ápice.
“Se temos que prestar homenagem, temos que fazê-lo neste momento. Com ele, isso nunca vai acabar, mas, mais tarde, a magia talvez não seja a mesma”, afirmou o técnico. O evento marca o encerramento de um ciclo para o ex-jogador de Barcelona e Paris Saint-Germain, que se esforçou para estar presente diante de seu povo.
Futuro de Scaloni na seleção argentina
Além da questão envolvendo Messi, o futuro de Scaloni no comando da seleção permanece em pauta. Com contrato vigente apenas até dezembro, o treinador de 48 anos confirmou que se reunirá com o presidente da Associação de Futebol Argentino, Claudio Tapia, nos próximos dias para discutir a renovação.
Scaloni reforçou que, apesar de considerar a posição um sonho realizado, não pretende se apegar ao cargo indefinidamente. O desfecho das negociações dependerá de condições específicas que serão debatidas com a cúpula da entidade, conforme reportado pela Reuters.
Fonte: uol.com.br
































