O São Paulo enfrenta um novo desdobramento jurídico relacionado ao encerramento do vínculo com a comissão técnica de Roger Machado. O auxiliar técnico Roberto Ribas ingressou com uma ação judicial contra o clube, pleiteando o recebimento de valores referentes à rescisão de seu contrato, ocorrida em maio deste ano. O caso segue o mesmo rito de um processo anterior, movido por Adailton Martins, outro membro da equipe que acompanhava o treinador.
Detalhes da ação judicial e valores cobrados
No processo, Roberto Ribas solicita o pagamento de R$ 302 mil. O argumento central da defesa do profissional baseia-se na rescisão antecipada do vínculo, que originalmente possuía previsão de término apenas para dezembro de 2026. A situação reflete o impacto financeiro das mudanças constantes no comando técnico da instituição.
Tanto Ribas quanto Adailton Martins foram contratados pelo clube a pedido de Roger Machado. A saída dos profissionais ocorreu em um contexto de reestruturação do departamento de futebol, após um período de instabilidade nos resultados esportivos da equipe principal.
Contexto da passagem de Roger Machado pelo Morumbi
A contratação de Roger Machado e seus auxiliares foi marcada por intensos debates entre torcedores e imprensa, especialmente por ter sucedido a saída repentina de Hernán Crespo, que, à época, ocupava a segunda colocação no Campeonato Brasileiro. A pressão sobre a nova comissão técnica foi imediata e constante ao longo de sua permanência.
O desempenho em campo não atingiu as expectativas da diretoria e da torcida, culminando na demissão de Roger Machado no dia 14 de maio, pouco mais de dois meses após sua chegada ao clube. Durante o período, a comissão técnica registrou um aproveitamento geral de 49%.
Transição e atual cenário do departamento de futebol
Após o desligamento de Roger Machado, a diretoria do São Paulo optou pela contratação de Dorival Júnior para assumir o comando técnico da equipe. Desde a saída do Morumbi, Roger Machado e seus auxiliares permanecem sem vínculo com outros clubes. O clube paulista, por sua vez, lida com as consequências administrativas e os passivos trabalhistas decorrentes das trocas frequentes de comando, um desafio comum na gestão de grandes agremiações do futebol brasileiro.
Fonte: uol.com.br


































