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São Paulo enfrenta dificuldades na busca por novos naming rights para o Morumbis

São Paulo enfrenta dificuldades na busca por novos naming rights para o Morumbis

O São Paulo vive um momento de incerteza em relação ao futuro comercial de seu estádio. Com o encerramento do contrato com a Mondelez, detentora da marca Bis, previsto para o final de 2026, a diretoria do clube intensificou as buscas por um novo parceiro para os naming rights. Até o momento, no entanto, as tentativas de emplacar um novo nome para o icônico estádio têm encontrado obstáculos significativos no mercado.

Negociações frustradas com grandes marcas

O clube sondou quatro grandes empresas na tentativa de garantir um contrato de longo prazo, mas nenhuma das frentes avançou para um acordo concreto. Entre as companhias consultadas estão a montadora chinesa BYD, a XP, o Banco Inter e o Santander. A expectativa inicial era de um aporte financeiro robusto, condizente com a relevância da marca do estádio no cenário nacional.

A tentativa mais expressiva foi com a BYD, que discutiu a possibilidade de rebatizar o local como MorumBYD. O São Paulo trabalhou com uma projeção de valores próxima a R$ 600 milhões por um vínculo de dez anos. Contudo, o projeto perdeu força em meio a instabilidades políticas e institucionais que afetaram a gestão do clube nos últimos meses.

Impacto da gestão e mudanças internas

As tratativas, que ganharam corpo sob a administração de Julio Casares, sofreram com a volatilidade do ambiente interno. Interlocutores apontam que a mudança no comando do departamento de marketing, com a saída de Eduardo Toni e a entrada de André Marques, também influenciou o ritmo das conversas. Embora a nova gestão tenha dado continuidade aos contatos, especialmente com a XP, o processo de entendimento com as marcas ainda não atingiu o estágio de assinatura.

O futuro após o ciclo da Mondelez

O atual contrato com a Mondelez, que rende cerca de R$ 25 milhões anuais, totalizando R$ 75 milhões ao longo de três temporadas, encerra-se em dezembro de 2026. A definição de um sucessor comercial é vista como uma prioridade estratégica, mas deve ficar para o próximo ano. A tendência é que o martelo seja batido apenas após as eleições presidenciais do clube, marcadas para a primeira quinzena de dezembro.

Candidatos como Marcelo Portugal Gouvêa, pela oposição, e Vinicius de Medeiros, pela situação, já estariam mapeando alternativas de mercado. A busca por um novo parceiro segue como um dos principais desafios da próxima gestão, que precisará equilibrar as pretensões financeiras do clube com a realidade atual do mercado de patrocínios esportivos. Para mais detalhes sobre o cenário do futebol brasileiro, acompanhe as informações em UOL Esporte.

Fonte: uol.com.br

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