A capital italiana tornou-se o palco de uma nova etapa diplomática na busca pela estabilidade no Oriente Médio. Nesta terça-feira (14), teve início em Roma a sexta rodada de negociações entre Líbano e Israel, um processo complexo que visa estabelecer um caminho para relações pacíficas entre as duas nações, que atualmente não mantêm laços diplomáticos formais.
As reuniões, agendadas para ocorrer até quarta-feira (15), estão sendo sediadas na Embaixada dos Estados Unidos em Roma. O encontro dá continuidade a um esforço iniciado em abril, focado na redução das tensões persistentes ao longo da fronteira entre os dois países.
Acordo-quadro e impasses na fronteira
O centro das discussões gira em torno de um acordo-quadro proposto recentemente. O documento prevê o desarmamento do Hezbollah e a retirada gradual das forças israelenses de áreas ocupadas no sul do Líbano. A proposta sugere que o Exército libanês assuma o controle da segurança em determinadas “zonas-piloto” como um primeiro passo para a pacificação.
Entretanto, o cenário é marcado por resistências significativas. O Hezbollah manifestou rejeição aos termos apresentados, enquanto o governo de Israel mantém a postura de que suas Forças de Defesa devem permanecer na “zona de segurança” fronteiriça até que o grupo armado seja efetivamente desarmado. Além disso, a ausência de um cronograma definido para a retirada das tropas israelenses é um ponto crítico que trava o consenso.
Exigências libanesas e o papel da mediação
Antes do início dos trabalhos em Roma, a Presidência libanesa reforçou que sua delegação possui instruções claras: exigir o início imediato da retirada das forças israelenses das “zonas-piloto” como condição prévia para qualquer avanço nas tratativas. Segundo fontes diplomáticas, o Exército libanês afirma estar preparado para assumir o controle das áreas gradualmente desocupadas.
O suporte internacional tem sido um elemento constante no processo. Na semana passada, uma delegação militar dos Estados Unidos esteve em Beirute para alinhar com as Forças Armadas libanesas a logística de implementação da retirada israelense. O papel de Roma como mediadora também foi destacado pelo vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que ressaltou a importância da capital italiana na busca por um cessar-fogo duradouro na região.
Fonte: terra.com.br


































