Fora dos planos do técnico Roberto De Zerbi, o atacante Richarlison trava uma batalha nos bastidores para encerrar seu vínculo com o Tottenham. O jogador, que não foi inscrito na lista oficial da Premier League, busca uma rescisão amigável para conseguir atuar por outra equipe ainda antes do final de 2026. As negociações, no entanto, apresentam pouco progresso e o estafe do atleta já considera o cenário de um acordo amigável como improvável.
O impasse surgiu após o brasileiro ser barrado da competição nacional, mesmo tendo iniciado a temporada como titular na partida contra o Brentford. A decisão técnica de De Zerbi, somada à insatisfação pública manifestada pelo jogador nas redes sociais, deteriorou a relação entre as partes. Com o Tottenham ocupando a lanterna da Premier League e sem disputar competições continentais, o atacante enfrenta o risco de um longo período de inatividade.
Possibilidade de rescisão por justa causa na Fifa
Diante da resistência do clube em liberar o atleta, o estafe de Richarlison analisa a viabilidade de recorrer ao Tribunal do Futebol da Fifa. Especialistas em direito desportivo, como o advogado Eduardo Carlezzo, apontam que a exclusão de um jogador de competições oficiais pode fundamentar um pedido de rescisão por justa causa. Segundo informações do ge, a entidade máxima do futebol avalia tais casos individualmente, analisando o histórico do contrato e as oportunidades de jogo negadas ao profissional.
Precedentes em tribunais esportivos indicam que atletas impedidos de treinar com o grupo principal ou excluídos de torneios possuem respaldo jurídico para buscar a liberdade contratual. Caso o caminho judicial seja adotado, o sucesso dependerá da comprovação de que o Tottenham privou o jogador de exercer sua profissão, um argumento recorrente em decisões favoráveis a atletas em situações análogas ao redor do mundo.
O impacto da gestão de Roberto De Zerbi
A exclusão de Richarlison não é um episódio isolado na trajetória do técnico Roberto De Zerbi, que já protagonizou conflitos semelhantes em passagens anteriores. No Olympique de Marselha, o treinador enfrentou uma crise interna após expor publicamente o zagueiro Amir Murillo, o que gerou revolta no elenco e culminou em sua demissão. No Tottenham, o cenário se repete com a declaração enfática de que o brasileiro não será utilizado, independentemente de sua disponibilidade física.
A situação é agravada pelo desempenho esportivo da equipe, que acumula apenas dois pontos em cinco rodadas. Mesmo que uma mudança no comando técnico ocorra, a inscrição de novos atletas na Premier League só será permitida na janela de transferências de janeiro de 2027. Até lá, a rescisão contratual permanece como a única alternativa viável para que Richarlison retome sua carreira em um novo clube.
Histórico de tensões e o futuro do contrato
Não é a primeira vez que Richarlison enfrenta atritos com a comissão técnica no clube londrino. Em 2023, o atacante teve um desentendimento público com Antonio Conte, à época treinador da equipe, após expressar frustração com seu desempenho em uma entrevista. O histórico de instabilidade no clube, aliado à atual política de exclusão adotada por De Zerbi, coloca o futuro do jogador, cujo contrato expira em junho de 2027, em um momento decisivo.
Com a proximidade do último semestre de seu vínculo, que começará em janeiro, o atacante terá maior liberdade para negociar um pré-contrato com outras agremiações. Contudo, a urgência em voltar aos gramados pode acelerar uma definição jurídica ou um acordo de saída imediata, evitando que o jogador permaneça afastado das competições por um período prolongado.
Fonte: netvasco.com.br

































