A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve provocar uma arrumação gradual nos preços dos combustíveis da Petrobras, avalia o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A entidade aponta que não há espaço no momento para um reajuste que afete fortemente o preço ao consumidor final.
Nesta segunda-feira, 26, o Conselho de Administração da Petrobras se reúne para discutir a defasagem dos preços da companhia, considerada insustentável por conselheiros e membros da administração. A despeito da pressão internacional, a expectativa do mercado aponta para mudanças administradas com cautela.
Análise da defasagem e cenário dos combustíveis
Apesar de a defasagem em relação ao preço internacional, principalmente do diesel, ser alta, um esperado aumento deve vir aos poucos, afirma Araújo. Na semana passada, a defasagem do diesel ultrapassou a subvenção ao combustível ao atingir R$ 3,53 o litro, contra R$ 3,52 da subvenção registrada no período.
Especialistas do setor apontam que o cenário exige revisões cuidadosas para equilibrar as contas públicas e as expectativas do mercado. Para conferir mais análises econômicas e atualizações de mercado, acesse o portal Terra.
Desafios e ajustes na política de preços
O sistema de preços de combustíveis está muito desarrumado, segundo avaliação da Abicom. Os preços da Petrobras estão muito defasados, com a presença de diversas camadas de subsídio para o diesel, enquanto a gasolina permaneceu desonerada durante o período eleitoral.
Passado o momento das eleições, a avaliação é de que o governo precisará arrumar a casa, embora o processo deva ocorrer de maneira lenta e gradual para evitar impactos drásticos na economia e na inflação.
Balanço fiscal e arrecadação do setor
Para o setor, o governo federal precisa fazer o cálculo preciso do que está arrecadando com os impostos da área, incluindo royalties, participações especiais e imposto de exportação. A partir disso, será necessário fazer um balanço do que pode ser reduzido na subvenção.
- Avaliação da arrecadação com royalties e impostos
- Redução planejada de subsídios ao diesel
- Alinhamento com preços internacionais de forma gradual
- Prática de valores mais racionais pela estatal
O que se espera é que gradualmente o governo arrume a casa e a Petrobras possa praticar preços mais racionais, concluem os representantes do setor de importação de combustíveis.
Fonte: terra.com.br
































