A estreia do Real Madrid na fase de liga da Liga dos Campeões, realizada nesta terça-feira (8) no estádio Santiago Bernabéu, foi manchada por episódios de intolerância. Grupos de torcedores identificados como ultras protagonizaram atos de racismo e antissemitismo, além de realizarem a queima pública de bandeiras do Marrocos e cartazes com a imagem do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, nas imediações da arena.
Manifestações de ódio e tensão no entorno do estádio
Vídeos que circularam amplamente nas redes sociais registraram o momento em que os torcedores queimavam símbolos nacionais marroquinos antes do confronto contra a Inter de Milão. Além da destruição de itens, o grupo entoou cânticos discriminatórios direcionados a judeus e muçulmanos, elevando a tensão no ambiente esportivo e gerando repúdio imediato entre os espectadores que presenciavam a cena.
A polêmica em torno de Ceuta e a crise migratória
O contexto das manifestações está ligado à crise migratória que afeta Ceuta, região autônoma espanhola localizada no norte da África. Desde o final de julho, o território enfrenta um fluxo intenso de imigrantes, majoritariamente marroquinos, o que tem gerado críticas severas à gestão de Pedro Sánchez. Dentro do estádio, a situação ganhou contornos distintos quando torcedores distribuíram faixas com a frase “Todos com Ceuta”, enquanto o setor sul do Bernabéu realizava uma homenagem pacífica ao território com o hasteamento de bandeiras locais.
Desempenho esportivo em meio ao clima hostil
Apesar do clima de tensão nas arquibancadas e nos arredores do estádio, a partida seguiu seu curso normal. O Real Madrid, sob o comando de José Mourinho, assegurou a vitória por 2 a 1 contra a Inter de Milão. Os gols da equipe espanhola foram marcados por Kylian Mbappé e Federico Valverde, enquanto o brasileiro Carlos Augusto descontou para o clube italiano, encerrando o evento esportivo sob a sombra das polêmicas extracampo.
Fonte: uol.com.br


































