Em um gesto de coragem que superou a competitividade das pistas, o piloto holandês Loek Hartog tomou a decisão de abandonar uma corrida no China GT para salvar a vida de seu colega britânico, Ollie Millroy. O incidente ocorreu no último sábado (5), no Circuito Internacional de Xangai, transformando uma disputa automobilística em uma operação de resgate improvisada diante de um veículo em chamas.
O acidente e a reação imediata na pista
O cenário crítico se formou cerca de 15 minutos após a largada da prova. Uma colisão envolvendo uma Ferrari, que rodou na pista e retornou inesperadamente à trajetória, provocou um impacto de alta velocidade com o carro de Millroy. O veículo do britânico chocou-se violentamente contra a barreira de proteção, resultando em um incêndio instantâneo que colocou a vida do competidor em risco iminente.
Ao perceber a gravidade da situação e a ausência de fiscais de pista no local imediato, Loek Hartog, que pilotava logo atrás, não hesitou. Ele estacionou seu próprio carro, correu em direção às chamas e utilizou um extintor enquanto auxiliava Millroy a sair do cockpit, garantindo que o colega escapasse do veículo antes que o fogo se alastrasse ainda mais.
Estado de saúde e gratidão após o resgate
Após o resgate, Ollie Millroy foi prontamente atendido pelas equipes médicas. O piloto sofreu cinco fraturas nas costelas, uma contusão pulmonar, além de lesões na clavícula, na mão e em um dedo. Apesar da gravidade do quadro clínico, ele está em processo de recuperação e passa bem. A corrida, por sua vez, foi interrompida com bandeira vermelha e posteriormente cancelada pela organização.
Em suas redes sociais, Millroy expressou profunda gratidão pelo ato de bravura de seu adversário. “Ainda estou vivo esta noite, inteiramente graças a um homem. Irei lembrar desse incrível ato de coragem pelo resto da vida”, declarou o britânico, reconhecendo que a intervenção de Hartog foi o fator determinante para sua sobrevivência.
A perspectiva de Loek Hartog sobre o salvamento
Para Hartog, a decisão de parar foi um reflexo instintivo de solidariedade humana. O piloto holandês relatou que, ao ver o carro em chamas, sua prioridade absoluta deixou de ser a posição na corrida. “Acreditei sinceramente que o piloto poderia não conseguir sair sozinho. Parei, saí do carro e fui em direção a ele”, afirmou em entrevista após o ocorrido.
O holandês também admitiu ter enfrentado momentos de tensão extrema durante o resgate. “Houve momentos em que eu não sabia se realmente conseguiria tirar o Ollie de lá. Mas sou grato por ter estado naquele lugar naquele momento”, concluiu. O caso repercutiu internacionalmente, sendo elogiado pela comunidade do automobilismo como um exemplo raro de ética esportiva e humanidade. Mais informações sobre o histórico do campeonato podem ser consultadas no portal oficial do China GT.
Fonte: uol.com.br


































