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Paulo Vítor minimiza atrito com presidente do Atlético-go após vitória no clássico

Paulo Vítor minimiza atrito com presidente do Atlético-go após vitória no clássico

O goleiro Paulo Vítor, do Atlético-GO, utilizou um pronunciamento oficial para colocar um ponto final na polêmica envolvendo o presidente do clube, Adson Batista. O episódio ocorreu logo após a vitória do Dragão sobre o Goiás, no último sábado (26), em confronto válido pela Série B do Campeonato Brasileiro. O jogador buscou apaziguar os ânimos, destacando que o foco principal do elenco permanece na busca pelo acesso à elite do futebol nacional.

O desentendimento ganhou repercussão após o apito final na Serrinha, quando o arqueiro foi flagrado direcionando ofensas em direção ao camarote onde estava a diretoria atleticana. Na ocasião, Paulo Vítor proferiu palavras ríspidas, referindo-se a um interlocutor como “falastrão” e mencionando sua trajetória de 11 anos no futebol europeu. O momento de tensão gerou especulações sobre uma possível crise interna no clube goiano.

Esclarecimentos e foco no acesso à elite

Em sua manifestação, Paulo Vítor afirmou que a atitude foi fruto do estado emocional elevado durante o clássico. “Cheguei no jogo bem pilhado, mas está tudo certo entre mim e o presidente”, declarou o atleta. O goleiro reforçou que o objetivo coletivo da equipe é superior a qualquer divergência pontual, reiterando o compromisso de lutar pelas cores do clube até o final da temporada.

A postura do jogador visa blindar o elenco em um momento decisivo da Série B. Com o Atlético-GO ocupando a 6ª posição na tabela, a manutenção de um ambiente harmonioso é vista como fundamental pela comissão técnica e pela diretoria para garantir a vaga nos playoffs de acesso.

A visão da presidência sobre a cobrança

Adson Batista, por sua vez, tratou o episódio com naturalidade, embora tenha reforçado a necessidade de respeito hierárquico. Em entrevista, o mandatário descreveu o goleiro de forma enfática, mas admitiu que a pressão faz parte de sua estratégia de gestão. Segundo o dirigente, o clássico exigia um espírito competitivo que, segundo ele, faltou em partidas anteriores, como na derrota para o São Bernardo.

O presidente destacou que não busca ser querido pelos atletas, mas exige profissionalismo e entrega total em campo. “Eu não gosto de jogador, gosto do Atlético e de mim, mas eu respeito eles. Não quero que eles gostem de mim, mas tem que me respeitar”, pontuou Batista. Ele ainda ressaltou que, na véspera do clássico, realizou uma reunião direta com os defensores para alinhar as expectativas e cobrar uma postura mais aguerrida do grupo.

Cultura de pressão no futebol profissional

O dirigente também aproveitou o momento para criticar o que chamou de “jogador Nutella”, defendendo que o futebol de alto nível exige resiliência psicológica. Para Batista, a pressão exercida pela diretoria e pelos torcedores é inerente à profissão e serve como um filtro para identificar quem possui a personalidade necessária para defender as cores do clube.

Essa filosofia de gestão, baseada na cobrança constante, reflete a busca do Atlético-GO por resultados imediatos. Enquanto o clube segue firme na disputa pelo acesso, a diretoria mantém a postura de não tolerar comportamentos que, na visão de Adson Batista, possam desviar o elenco de suas metas esportivas prioritárias.

Fonte: uol.com.br

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