O futebol brasileiro perdeu uma de suas figuras mais respeitadas e influentes na madrugada deste sábado, 12. Paulo Angioni, diretor executivo de futebol do Fluminense, faleceu aos 80 anos no Rio de Janeiro. O dirigente enfrentava um câncer no pâncreas desde o início de setembro, condição que marcou seus últimos meses de vida.
Reconhecido por sua habilidade ímpar na gestão de elencos e pelo trânsito diplomático entre atletas e cartolas, Angioni deixou um legado de profissionalismo. Sua trajetória foi marcada por uma profunda ligação com o Fluminense, clube do qual era torcedor declarado e onde exerceu funções de liderança em quatro oportunidades distintas, consolidando-se como um pilar fundamental na reestruturação recente da instituição.
Trajetória pioneira no cenário nacional
A carreira de Paulo Angioni teve início na década de 1980, quando ingressou no Vasco da Gama. Ao longo de 14 anos em São Januário, ele desenvolveu uma metodologia de trabalho que o levaria a atuar em gigantes do esporte nacional, como Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Bahia. Além dos clubes, teve passagem pela CBF, onde atuou como supervisor da Seleção Brasileira entre 1989 e 1990.
Formado em Psicologia, Angioni foi um visionário ao introduzir o suporte psicológico como ferramenta essencial no cotidiano dos atletas. Ainda no Vasco da Gama, ele defendeu a presença de profissionais da área, uma inovação que transformou a forma como os clubes brasileiros passaram a enxergar a gestão de pessoas e o bem-estar mental no ambiente de alta performance.
Legado vitorioso no Fluminense
Desde seu retorno ao Fluminense em 2018, Angioni foi peça-chave na retomada do protagonismo do clube. Sob sua gestão, o Tricolor conquistou títulos expressivos, incluindo a Conmebol Libertadores e a Recopa, além de troféus estaduais como a Taça Rio de 2020 e o bicampeonato carioca de 2022 e 2023.
Em nota oficial, o Fluminense FC destacou que a contribuição de Angioni vai além das taças. O clube ressaltou que o dirigente será lembrado pela longevidade de sua carreira, pelo pioneirismo na função de diretor executivo e, fundamentalmente, pela rede de amigos e o exemplo de solidariedade que construiu ao longo de décadas dedicadas ao esporte.
Fonte: terra.com.br


































