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Palácio etíope antigo revelava potencial estrutural para dezenas de andares

Pesquisadores revelaram que a engenharia de um antigo palácio localizado nas terras altas da Etiópia possuía uma capacidade de carga surpreendente. O sistema construtivo, baseado na combinação inteligente de pedra e madeira, demonstrava potencial técnico para sustentar uma estrutura de grande altura milênios antes do surgimento dos materiais modernos na construção civil.

As investigações sobre o local indicam que a imponência arquitetônica daquela civilização ultrapassava os limites visíveis das ruínas atuais. Embora o tempo e eventos destrutivos tenham reduzido a construção a sua base, a análise detalhada dos vestígios físicos continua intrigando historiadores e engenheiros ao redor do mundo.

engenharia estrutural com pedra e madeira

O método construtivo empregado utilizava pedras irregulares unidas por argamassa de barro, complementadas por vigas de madeira dispostas horizontalmente em camadas intercaladas. Essa técnica formava uma rede interna de reforço que distribuía o peso de maneira eficiente por toda a extensão das paredes.

A escolha dos materiais incluía espécies vegetais resistentes a pragas, cortadas com dimensões padronizadas. A rigidez horizontal desse arranjo diferenciaba a arquitetura local de outras tradições construtivas contemporâneas da região.

simulações computacionais e capacidade de carga

Para compreender os limites daquela arquitetura antiga, especialistas aplicaram métodos avançados de modelagem tridimensional e cálculos de elementos finitos. Como havia incertezas sobre o comportamento exato dos materiais antigos, softwares específicos foram utilizados para simular diferentes cenários de resistência mecânica.

Os testes demonstraram que a estrutura resistia de forma robusta às pressões simuladas. Segundo os dados obtidos nas análises, as paredes suportavam cargas equivalentes a dezenas de pavimentos sem sofrer danos estruturais críticos.

o debate sobre a verdadeira altura da edificação

Apesar dos resultados expressivos obtidos nos modelos matemáticos, especialistas recomendam cautela ao interpretar a altura real que o palácio alcançou na Antiguidade. A capacidade técnica de suporte de carga não comprova, por si só, que o edifício tenha sido erguido com a altura máxima permitida pela física dos materiais.

O consenso acadêmico aponta que a descoberta destaca o conhecimento avançado dos construtores antigos sobre distribuição de peso e propriedades dos materiais, independentemente do número exato de andares construídos no passado. Mais informações podem ser encontradas no portal Arkeonews.

Fonte: terra.com.br

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