A equipe Mercedes implementou uma estratégia de gerenciamento de potência durante o GP da Grã-Bretanha de Fórmula 1 que tem gerado debates técnicos no paddock. Analistas observaram um comportamento peculiar na telemetria dos carros de Lewis Hamilton e Andrea Kimi Antonelli, onde o piloto italiano alivia o acelerador instantes antes de cruzar a linha de chegada durante as voltas de classificação.
motor: cenário e impactos
Essa manobra faz parte de um planejamento minucioso para otimizar o uso da energia elétrica disponível. Ao sacrificar uma pequena fração de aceleração no final da reta, a equipe consegue maximizar a entrega de potência durante o restante do traçado, contornando as limitações impostas pelo regulamento sobre a descarga gradual da bateria.
Otimização de energia e o regulamento da FIA
O regulamento atual da Fórmula 1 exige que a potência elétrica seja reduzida de forma progressiva conforme a carga da bateria diminui. Anteriormente, as equipes utilizavam uma brecha técnica que permitia manter o pico de 350 kW desligando o MGU-K, prática que foi proibida pela FIA após o GP do Japão por questões de segurança.
A tática atual, contudo, é considerada legal pelos órgãos reguladores. Ao aproveitar a curta distância entre a última curva, conhecida como Club, e a linha de cronometragem, a Mercedes mantém o desempenho máximo por um período prolongado. O alívio no pedal ocorre apenas quando o sistema atingiria o ponto de exaustão, evitando assim a necessidade de uma redução gradual forçada.
Impacto na performance e telemetria
A análise de dados mostra que o ganho de velocidade alcançado durante a reta compensa a perda momentânea antes da bandeirada. Em comparação direta com Lewis Hamilton, o desempenho de Andrea Kimi Antonelli demonstra como a estratégia permite que o carro atinja velocidades superiores em trechos críticos, mesmo que o piloto precise reduzir a pressão no acelerador nos metros finais.
Segundo informações divulgadas pelo portal The Race, o ganho acumulado antes do alívio do acelerador é determinante para a competitividade do carro. Se o piloto mantivesse o pedal totalmente pressionado até a linha, o sistema seria forçado a reduzir a potência de forma ineficiente, prejudicando o tempo total de volta.
Contexto competitivo em Silverstone
O traçado de Silverstone favorece essa abordagem devido à configuração específica do setor final. A equipe de Brackley tem demonstrado uma capacidade superior de leitura do regulamento para extrair cada watt de potência disponível. Essa precisão técnica tem sido um diferencial importante na disputa pela pole position e no ritmo de corrida da equipe alemã.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































