A goleada sofrida pelo Botafogo diante do Cienciano, no Peru, gerou uma onda de indignação entre torcedores e figuras históricas do clube. Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente da instituição, expressou publicamente seu descontentamento com a postura da equipe e com o atual modelo de gestão, que, segundo ele, impõe barreiras burocráticas para decisões imediatas após resultados humilhantes.
Críticas ao modelo profissional e a gestão de crises
Em entrevista ao canal Botafogo é Tradição, Montenegro relembrou sua trajetória no clube para contrastar com a realidade atual. O ex-dirigente afirmou que, em sua época de gestão amadora, atitudes drásticas seriam tomadas logo após o apito final da partida que terminou em 6 a 1 para o adversário peruano.
Para o ex-presidente, o protocolo do futebol moderno torna o processo de demissão excessivamente lento. Ele classificou como chato o fato de ser necessário aguardar trâmites burocráticos para realizar mudanças na comissão técnica, defendendo que, após uma derrota dessa magnitude, o ideal seria uma intervenção imediata no vestiário.
Questionamentos sobre a conduta do técnico Franclim Carvalho
Além da derrota, Montenegro apontou o que considera falhas graves de caráter e comprometimento por parte do técnico Franclim Carvalho. O ex-dirigente destacou que a negociação do treinador com o Vasco durante o período da Copa do Mundo foi um ponto de ruptura na confiança da diretoria e da torcida.
Segundo Montenegro, essa postura demonstra falta de compromisso com o Botafogo. Ele também criticou as escolhas táticas do treinador no confronto contra o Cienciano, afirmando que faltou humildade e estratégia ao técnico, que optou por uma postura ofensiva arriscada em vez de buscar um resultado mais conservador.
Logística e o futuro imediato do comando técnico
Apesar das críticas severas, Montenegro reconheceu a complexidade logística que impede uma demissão imediata antes do próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro. Com a delegação em trânsito entre o Peru e Salvador, onde a equipe enfrenta o Vitória, a troca de comando torna-se um desafio operacional.
O ex-presidente projeta que a saída de Franclim Carvalho deve ocorrer após o duelo na capital baiana. Ele explicou que a demissão de um treinador envolve toda a comissão técnica, o que exige um planejamento cuidadoso para não deixar o time desamparado em um momento crítico da temporada, conforme reportado pelo portal Fogo na Rede.
Fonte: fogaonet.com

































