O Ministério Público de Paris abriu uma investigação judicial para apurar denúncias de injúria racista contra o atacante Kylian Mbappé. A medida ocorre após ataques proferidos pela senadora paraguaia Celeste Amarilla, que utilizou as redes sociais para questionar a origem do jogador e empregar termos depreciativos logo após a partida entre França e Paraguai, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
mbappé: cenário e impactos
Ação judicial e combate ao ódio online
A denúncia formal foi apresentada pela Federação Francesa de Futebol (FFF), que classificou as declarações como inaceitáveis. O caso está sob responsabilidade da Unidade Nacional de Combate ao Ódio Online (PNLH), órgão francês especializado em monitorar e processar crimes de intolerância no ambiente digital.
A repercussão do episódio alcançou esferas governamentais. A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, condenou publicamente as ofensas, recebendo apoio de autoridades como o presidente Emmanuel Macron e o presidente da Fifa, Gianni Infantino. A comissão técnica da seleção francesa, representada pelo auxiliar Guy Stéphan, também manifestou repúdio ao comportamento da parlamentar.
Reação do jogador e desdobramentos
Kylian Mbappé respondeu diretamente aos ataques, definindo a senadora como uma figura indigna de sua função pública. O atacante reforçou que não tolerará a propagação de discursos de ódio e racismo, posicionando-se como uma das vozes ativas contra o preconceito no esporte internacional. Você pode acompanhar mais detalhes sobre o andamento do torneio no portal ge.
Em uma nova manifestação realizada nesta terça-feira, a senadora Celeste Amarilla enviou uma carta aberta exigindo uma retratação do atleta. Na ocasião, a parlamentar alegou ter agido sob forte emoção após a eliminação de sua seleção e acusou o jogador de praticar violência de gênero, ameaçando recorrer a medidas judiciais caso não receba um pedido de desculpas.
Fonte: ge.globo.com

































