O confronto entre França e Marrocos pelas quartas de final da Copa do Mundo traz à tona uma disparidade logística significativa entre as duas seleções. Enquanto a equipe europeia manteve uma base fixa na região nordeste dos Estados Unidos, os marroquinos enfrentaram uma maratona de deslocamentos que totalizou quase quatro vezes a quilometragem percorrida pelos franceses.
A logística de viagens, definida previamente pela Fifa no momento do sorteio das chaves, impôs desafios distintos aos elencos. O planejamento inicial, que considerou as sedes da fase de grupos e as projeções para o mata-mata, acabou por colocar a seleção africana em um roteiro de longas distâncias entre cidades norte-americanas e mexicanas.
Desgaste acumulado e a maratona de Marrocos
A seleção de Marrocos percorreu aproximadamente 6.732 km ao longo da competição, considerando apenas a distância em linha reta entre os estádios onde atuou. O itinerário incluiu passagens pelo nordeste e sul dos Estados Unidos, além de uma etapa no México durante a segunda fase, exigindo um esforço físico e mental adicional dos atletas devido ao tempo de trânsito.
O trajeto marroquino foi composto por diversos deslocamentos estratégicos:
- Nova Jersey para Boston: 273 km
- Boston para Atlanta: 1.475 km
- Atlanta para Monterrey: 1.771 km
- Monterrey para Houston: 652 km
- Houston para Boston: 2.561 km
Logística centralizada da França
Em contrapartida, a França desfrutou de uma logística consideravelmente mais simples. A equipe percorreu apenas 1.363 km, mantendo-se concentrada em um raio geográfico restrito que compreendeu as cidades de Nova Jersey, Filadélfia e Boston. Essa estabilidade geográfica permitiu que o elenco francês evitasse o desgaste excessivo de longos voos.
A trajetória francesa foi marcada por curtos trajetos entre as sedes:
- Nova Jersey para Filadélfia: 137 km
- Filadélfia para Boston: 408 km
- Boston para Nova Jersey: 273 km
- Nova Jersey para Filadélfia: 137 km
- Filadélfia para Boston: 408 km
Impacto do regulamento da Fifa
A definição dessas rotas não foi aleatória, mas sim fruto do desenho prévio estabelecido pela Fifa antes mesmo do início do torneio. O posicionamento de cada seleção nos grupos, definido em dezembro do ano anterior, determinou automaticamente o caminho que as equipes percorreriam caso avançassem no mata-mata.
Enquanto a França liderou sua chave, garantindo um caminho mais previsível, Marrocos avançou como segundo colocado, o que acabou por ditar os locais de suas partidas decisivas. O duelo entre as duas seleções, que ocorre em Boston, coloca frente a frente não apenas estratégias de campo, mas também realidades logísticas opostas que marcaram esta edição da Copa do Mundo.
Fonte: uol.com.br


































