A discussão em torno da venda da SAF do Vasco ganhou novos contornos após declarações contundentes de Mário Junqueira. O sócio e presidente da Almirante Participações e Empreendimentos S.A. veio a público para afastar qualquer suspeita de irregularidade na transação que transfere o controle acionário do futebol vascaíno.
A manifestação ocorreu durante entrevista concedida à ge tv, antecipando o confronto decisivo contra o Palmeiras pela semifinal da Copa do Brasil, realizado em São Paulo. O debate sobre a idoneidade do negócio ganhou força devido à ligação familiar entre o investidor Marcos Lamacchia e a diretoria do clube paulista.
Esclarecimentos sobre a estrutura da almirante e a transparência
Durante sua explanação, Mário Junqueira enfatizou que a empresa compradora possui identidade jurídica nacional e transparente, diferenciando-se de gestões anteriores. Segundo o dirigente, a estrutura societária é direta e voltada para a prestação de contas aos torcedores.
O empresário pontuou que a Almirante Participações pertence exclusivamente a ele e a Marcos Lamacchia, cabendo a ele próprio a administração direta das operações. A argumentação busca contrapor críticas de que a gestão anterior, ligada a fundos estrangeiros, carecia de clareza e de rostos conhecidos no comando administrativo.
A polêmica do clássico e a escalação do time misto
Para refutar as acusações de favorecimento a terceiros, Junqueira utilizou como exemplo recente a escalação adotada pela comissão técnica no confronto contra o Flamengo. Na ocasião, o time entrou em campo com atletas poupados e foi derrotado por uma margem elástica.
O dirigente argumentou que, caso houvesse qualquer plano para beneficiar rivais, a equipe teria atuado com força máxima no clássico anterior. A decisão de preservar jogadores visou exclusivamente o rendimento físico na competição eliminatória contra o Palmeiras.
O aval dos sócios e a aprovação institucional
O processo de reestruturação societária deu um passo definitivo quando os associados do clube aprovaram a transferência de noventa por cento das ações para a empresa de Marcos Lamacchia. O projeto prevê investimentos em infraestrutura, categorias de base e no centro de treinamento.
Enquanto o trâmite avança nos bastidores, a conclusão definitiva da operação aguarda o aval regulatório. O caso está sob análise da Anresf, órgão encarregado de examinar a legalidade e a conformidade ética da transação no cenário esportivo brasileiro.
A posição de pedrinho e a confiança na conclusão do negócio
O presidente Pedrinho também se manifestou sobre o tema, demonstrando total respaldo à condução do processo de venda. Em conversa amistosa com figuras da diretoria adversária e em entrevistas subsequentes, o dirigente vascaíno rechaçou questionamentos de ordem moral.
Para a cúpula administrativa do clube carioca, as exigências documentais e financeiras solicitadas pelos órgãos fiscalizadores têm sido atendidas integralmente. A expectativa da gestão é de que o desfecho regulatório ocorra até o encerramento do ano vigente.
Fonte: netvasco.com.br

































