O Vasco da Gama intensificou nesta segunda-feira, 05 de outubro, sua batalha jurídica para garantir a realização da partida contra o Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana, no estádio do Maracanã. O clube protocolou um agravo de instrumento junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, buscando reverter a negativa anterior que impedia o uso do palco para o confronto agendado para o dia 20 de outubro.
A estratégia jurídica do clube carioca incluiu o pedido de distribuição do processo à 23ª Câmara de Direito Privado. O objetivo é que o caso fique sob a relatoria do desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, devido à vinculação direta com recursos apresentados anteriormente dentro da mesma ação judicial.
Posicionamento técnico da Polícia Militar sobre segurança
Em manifestação técnica anexada ao processo, a Polícia Militar do Rio de Janeiro reforçou a preferência pelo Maracanã como local para o evento. A instituição argumentou que o estádio oferece condições superiores de logística, segurança e controle de fluxo para uma partida de grande porte e apelo internacional.
Embora a corporação tenha reconhecido que o estádio Nilton Santos possui viabilidade técnica para receber o jogo, a preferência institucional permanece voltada ao Maracanã. Para as autoridades, a estrutura do complexo esportivo facilita a implementação de estratégias de segurança mais eficazes para o contingente policial envolvido.
Intervenção do Ministério Público e o debate sobre isonomia
O Ministério Público, por intermédio do GAEDEST, também se posicionou favoravelmente ao pleito vascaíno. O órgão recomendou formalmente que a concessionária responsável pela administração do estádio viabilize a cessão do espaço para o clube, enfatizando a necessidade de garantir a integridade e o bem-estar dos torcedores.
Além da questão da segurança, o Ministério Público levantou questionamentos sobre a aplicação de critérios por parte da concessionária. O órgão destacou o histórico de recusas sistemáticas ao Vasco e apontou uma possível aplicação desigual de normas, o que motivou a recomendação para que o estádio seja disponibilizado para o confronto decisivo.
Expectativa por decisão judicial urgente
O cenário atual coloca pressão sobre o Judiciário, uma vez que o Vasco solicita uma decisão em caráter de urgência devido à proximidade da data da partida. É importante ressaltar que, juridicamente, a recomendação emitida pelo Ministério Público não possui força de ordem judicial imediata.
Até o momento, o documento apresentado pelo clube não contém uma decisão definitiva sobre este novo recurso. O desfecho desta disputa permanece pendente de análise pela instância superior do Tribunal de Justiça, que definirá se o clube terá o direito de mandar o jogo no estádio de sua escolha. Para acompanhar o desenrolar das decisões, consulte o portal oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Fonte: netvasco.com.br


































