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Maracanã planeja mudança no gramado após críticas e excesso de partidas

Maracanã planeja mudança no gramado após críticas e excesso de partidas

O consórcio que administra o Maracanã reconheceu publicamente as dificuldades enfrentadas pela manutenção do gramado, que tem sido alvo de críticas constantes por parte de atletas e comissões técnicas. Em entrevista coletiva, o CEO do estádio, Fred Nantes, detalhou os fatores que impactam a qualidade do piso e anunciou uma mudança estrutural definitiva: a substituição do tipo de grama, programada para ser implementada ao final da temporada.

Desafios operacionais e alta carga de jogos

A gestão do estádio aponta o calendário intenso como o principal entrave para a conservação da grama. Até o momento, o Maracanã recebeu 58 partidas oficiais, superando significativamente outros palcos nacionais, como o Castelão, com 51, e o Mineirão, com 29. O executivo ressaltou que o contrato de concessão impõe a realização de pelo menos 70 jogos por ano, uma obrigação contratual com o governo do Estado que limita o tempo necessário para a recuperação do solo.

Além da frequência de uso, fatores climáticos e biológicos foram determinantes para o desgaste. Dados apresentados pelo consórcio indicam um aumento de 20% para 46% na incidência de partidas realizadas sob chuva ou nas 24 horas anteriores aos confrontos. Somam-se a isso o aumento das temperaturas nos meses de julho e agosto e a realização de cinco jogos em um intervalo de apenas 14 dias, com janelas de descanso inferiores a 48 horas.

Transição para grama híbrida e impactos no calendário

Para mitigar os problemas, o Maracanã confirmou a transição da espécie “Bermuda Celebration” para a “Celebration Hybrid”, uma tecnologia considerada mais resistente. A reforma está agendada para ocorrer imediatamente após o encerramento do Campeonato Brasileiro, em dezembro. A mudança forçará o ajuste na data do tradicional Jogo das Estrelas, evento comandado por Zico, que precisará ser antecipado devido às obras no campo.

O planejamento visa preparar o estádio para um ciclo desafiador em 2027, que incluirá uma série de shows musicais em janeiro e a realização de partidas da Copa do Mundo feminina, incluindo a final. Segundo Nantes, a escolha pelo novo tipo de grama é uma estratégia para garantir que o campo suporte a carga adicional de nove jogos do torneio mundial sem comprometer a sequência das competições dos clubes que utilizam o estádio regularmente.

Expectativas para o evento da NFL

Mesmo com o gramado em evidência, o estádio se prepara para receber uma partida da NFL, entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, no dia 27 de setembro. O acordo, selado pelo Governo do Estado, é visto pela administração como um desafio técnico. O CEO afirmou que a equipe trabalha para minimizar danos e realizar trocas parciais caso necessário, garantindo que o campo esteja apto para os compromissos do Fluminense dez dias após o evento de futebol americano. Mais informações sobre a gestão de arenas podem ser consultadas no portal uol.com.br.

Fonte: uol.com.br

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