A disputa jurídica entre o Vasco da Gama e a concessionária que administra o Maracanã ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (2). A FLA-FLU Serviços S.A. protocolou uma manifestação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, posicionando-se contrária ao pedido do clube cruzmaltino para sediar a partida contra o Boca Juniors, válida pela Copa Sul-Americana, no estádio.
Argumentos técnicos sobre o desgaste do gramado
Na petição apresentada ao Judiciário, a concessionária refuta qualquer acusação de tratamento discriminatório contra o Vasco. A empresa destaca que o clube utilizou o gramado do Maracanã em seis oportunidades desde abril de 2025. Segundo a administradora, a recusa para novos eventos fundamenta-se estritamente em critérios técnicos voltados à preservação da integridade do campo.
A gestora aponta que relatórios de profissionais responsáveis pela manutenção indicam um desgaste elevado decorrente da sequência intensa de jogos. Além disso, a empresa menciona um planejamento de recuperação elaborado pela Greenleaf Gramados, reforçando que o campo passou por intervenções específicas após a realização do jogo da NFL, ocorrido em setembro.
Restrições aplicadas a outros clubes e eventos
Para sustentar a ausência de viés contra o Vasco, a concessionária argumenta que a política de restrição de datas não é exclusiva. A empresa afirma ter negado pedidos recentes do Flamengo para a realização de eventos comemorativos e do tradicional Jogo das Estrelas. O objetivo central seria garantir as janelas de recuperação necessárias para a manutenção do gramado em condições ideais.
Logística e alternativas para o confronto
Sobre o embate contra o Boca Juniors, a FLA-FLU argumenta que a realização da partida no Maracanã resultaria em um calendário crítico, com três jogos em um intervalo de apenas cinco dias. De acordo com os responsáveis, essa densidade de eventos inviabilizaria o período de recuperação exigido para o campo.
A concessionária sugere ainda que o Estádio Nilton Santos, o Engenhão, apresenta condições adequadas para receber o confronto. A empresa cita como precedente uma partida do Botafogo pela Copa Sul-Americana, realizada no mesmo local em agosto, para justificar que existem alternativas viáveis para o evento.
Ao concluir a manifestação protocolada em 2 de outubro de 2026, a empresa solicita ao Tribunal de Justiça que rejeite o pedido de tutela de urgência. A intenção da concessionária é manter a decisão que, até o momento, impede a realização da partida do Vasco no Maracanã.
Fonte: netvasco.com.br

































