O CEO do Maracanã, Fred Nantes, declarou nesta sexta-feira que as recentes recusas aos pedidos do Vasco para a utilização do estádio foram fundamentadas estritamente em critérios técnicos. Segundo o executivo, a preservação do gramado é o fator determinante para a restrição de novas partidas no local, inviabilizando a inclusão de eventos extras no calendário atual.
Gestão do gramado e restrições de uso
Durante a coletiva de imprensa, Fred Nantes enfatizou que a infraestrutura do campo não comporta uma carga superior àquela já prevista pelas obrigações contratuais vigentes. Ao ser questionado sobre a possibilidade de ceder o estádio para jogos futuros do clube cruzmaltino, o executivo reforçou que as condições físicas do piso são precárias para suportar um volume maior de partidas.
O gestor esclareceu que, até o momento, não houve o recebimento de qualquer solicitação oficial por parte da diretoria vascaína para a realização da semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras. Nantes pontuou que discutir a viabilidade de jogos do Vasco no estádio, neste cenário, seria tratar de uma hipótese sem respaldo administrativo.
Posicionamento do Vasco e preferência por São Januário
Em contrapartida, o diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, reiterou que a prioridade do clube é atuar em seu próprio estádio, São Januário, para o confronto decisivo da competição nacional. O dirigente destacou a importância de contar com o apoio massivo da torcida em um momento tão relevante do calendário esportivo.
Conforme reportado pelo ge, o clube mantém o foco na preparação para enfrentar o Palmeiras, reconhecendo a alta qualidade técnica do adversário. O Vasco busca, além da classificação para a final, consolidar o objetivo secundário de garantir uma vaga na Libertadores através do desempenho em campo.
Histórico de impasses e disputas judiciais
A relação entre o Vasco e a administração do Maracanã tem sido marcada por tensões recorrentes. Anteriormente, o clube chegou a recorrer à esfera judicial na tentativa de garantir o direito de mandar o jogo contra o Vitória no estádio, porém não obteve êxito na demanda. O impasse reflete a complexidade da gestão do principal palco do futebol carioca e as divergências sobre o acesso de diferentes agremiações ao equipamento esportivo.
Fonte: netvasco.com.br
































