O Tribunal do Júri de Porto Alegre proferiu, nesta terça-feira (26), a sentença que condena um homem a 23 anos e 4 meses de reclusão pelo assassinato de Jonathan Rafael Maria, de 31 anos. O caso, que chocou a capital gaúcha, teve como motivação central o não pagamento de uma dívida estimada em R$ 57 mil, decorrente de um investimento financeiro realizado pela vítima.
Execução motivada por dívida financeira
O crime ocorreu em 29 de dezembro de 2017, no bairro Tristeza. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Jonathan foi atraído até uma residência sob o pretexto de que receberia o valor que cobrava do acusado. Ao chegar ao local, a vítima foi surpreendida e executada a tiros.
Qualificadoras e agravantes do crime
Durante o julgamento, os jurados reconheceram diversas qualificadoras que elevaram a gravidade da pena. O réu foi considerado culpado por motivo torpe, dissimulação, traição e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Além do homicídio, o condenado foi responsabilizado pelos crimes de furto e ocultação de cadáver.
Ocultação e destruição de provas
Após o assassinato, o réu subtraiu bens de Jonathan, incluindo seu veículo. Em uma tentativa de ocultar o crime e dificultar a identificação, o corpo da vítima foi esquartejado e transportado até o município de Eldorado do Sul, onde foi incinerado. A tese da acusação, sustentada pelo promotor de Justiça Francisco Lauenstein, destacou que o acusado utilizou a relação de amizade com a vítima para facilitar a emboscada e o posterior descarte dos restos mortais.
Fonte: terra.com.br

































