A 4ª Vara Criminal de Santos, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), proferiu sentença condenatória contra a ex-jogadora do Santos, Luciana Ortega, de 22 anos. A decisão, assinada pela juíza Denise Gomes Bezerra Mota no último dia 13, reconheceu a prática do crime de difamação cometido pela atleta contra o ex-técnico do clube, Kleiton Lima.
O caso ganhou notoriedade em 2024, quando o treinador foi alvo de acusações que culminaram em seu desligamento do comando técnico das Sereias da Vila. A sentença estabeleceu a pena de três meses de detenção em regime aberto, convertida em prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período. Adicionalmente, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil a título de danos morais, além da responsabilidade pelas custas processuais e honorários advocatícios.
Desdobramentos judiciais e o episódio da feira
O conflito teve origem em um episódio ocorrido em março de 2024, durante uma feira-livre em Santos. Segundo o relato de Luciana Ortega, o treinador teria proferido comentários e mantido um olhar constrangedor sobre seu corpo após vê-la consumindo um pastel, algo que ela interpretou como assédio sexual. Em contrapartida, Kleiton Lima afirmou perante a autoridade judicial que seu olhar foi apenas de reprovação profissional, devido ao descumprimento de orientações nutricionais estabelecidas pela comissão técnica.
O cenário de crise se intensificou em setembro de 2024, quando uma série de cartas anônimas, contendo queixas sobre o comportamento do treinador, foi entregue à coordenação do clube. Embora as investigações internas do Santos não tenham encontrado provas que sustentassem as alegações, e a Polícia Civil não tenha instaurado inquérito, o desgaste público da situação resultou na demissão de Kleiton Lima.
Defesa e perspectivas de recurso
Por se tratar de uma decisão em primeira instância, o processo ainda permite recursos. A defesa da ex-atleta, representada pela advogada Paula Carpes Victório, afirmou que está analisando os próximos passos e reiterou a inocência de sua cliente, destacando que a sentença foi apenas parcialmente procedente. A advogada ressaltou que Luciana, que atualmente reside nos Estados Unidos e trabalha no setor administrativo, permanece abalada com os desdobramentos do caso.
Do outro lado, o advogado de Kleiton Lima, Leandro Weissmann, classificou a decisão como uma reparação necessária. Em declaração ao UOL, o defensor pontuou que o treinador enfrenta dificuldades de recolocação profissional há três anos, atribuindo o prejuízo às acusações infundadas. Para a defesa do técnico, a condenação representa um passo importante para o restabelecimento da verdade e da honra de seu cliente.
Fonte: uol.com.br

































