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Taxas dos Dis recuam com avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram queda pela quinta sessão consecutiva nesta terça-feira. O movimento reflete a redução de prêmios na curva de juros, impulsionada pelo fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, conforme apontado por recentes levantamentos de intenção de voto.

Além da disputa eleitoral, o mercado financeiro reagiu aos desdobramentos de uma crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). A combinação desses fatores permitiu que os ativos brasileiros apresentassem um descolamento positivo em relação ao cenário externo, que se manteve desfavorável para investimentos de risco.

Impacto das pesquisas eleitorais na curva de juros

O otimismo dos investidores foi catalisado por novas pesquisas eleitorais divulgadas entre segunda e terça-feira. O levantamento da Quaest indicou um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto. Já a pesquisa BTG/Nexus trouxe uma vantagem numérica para o senador, que alcançou 46% contra 45% do atual presidente.

No mercado, a figura de Lula ainda é recebida com cautela por agentes econômicos, que associam sua possível reeleição a desafios no controle das contas públicas e da inflação. Em contrapartida, o crescimento de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto tem favorecido a redução dos prêmios de risco e a valorização do real.

Crise no STF e reflexos na estabilidade institucional

O embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes adicionou uma camada de complexidade ao ambiente político. Nesta terça-feira, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada. A decisão ocorre após Moraes solicitar investigações contra Mendonça com base em relatórios da corporação.

Analistas observam que a crise institucional prejudica o atual governo, que utiliza a estabilidade como um dos pilares de sua campanha. Como Flávio Bolsonaro é um crítico declarado de Moraes, o conflito no tribunal acaba ganhando relevância direta na narrativa da disputa eleitoral e na percepção de risco dos investidores.

Projeções para a taxa Selic e mercado de títulos

Diante desse cenário, o mercado financeiro consolidou apostas de cortes na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14%. Os ativos já precificam quase 100% de probabilidade de um corte de 25 pontos-base ainda neste mês, com expectativas de nova redução em novembro. Segundo o boletim Focus, economistas projetam a taxa em 13,75% ao final deste ano.

No fechamento da sessão, a taxa do DI para janeiro de 2028 situou-se em 13,515%, ante 13,583% no ajuste anterior. Na ponta longa, o contrato para janeiro de 2035 recuou para 14,02%. O movimento ocorreu mesmo com a alta no rendimento dos títulos americanos de dez anos, que subiram 1 ponto-base, atingindo 4,796%.

Fonte: terra.com.br

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