O empresário John Textor, ex-controlador da SAF do Botafogo, manifestou forte descontentamento com os rumos administrativos e esportivos do clube. Em entrevista concedida à ESPN na noite de 18 de agosto, o norte-americano classificou a demissão do técnico Franclim Carvalho como um erro estratégico e disparou críticas severas contra a liderança atual da instituição, especificamente direcionadas ao CEO Eduardo Iglesias.
Defesa do trabalho de Franclim Carvalho
Textor destacou a importância de Franclim na comissão técnica que conquistou títulos relevantes para o clube, ressaltando que o treinador foi peça fundamental ao lado de Artur Jorge. Segundo o empresário, o técnico foi injustamente exposto a um ambiente de pressão após enfrentar limitações financeiras e problemas de transfer bans, que impediram a chegada de reforços necessários para posições estratégicas.
O ex-controlador da SAF argumentou que a responsabilidade pelos resultados negativos, como a derrota no Peru, deveria ser compartilhada pela cúpula administrativa. Para Textor, ao invés de proteger o profissional, a gestão optou por abandoná-lo, ignorando o histórico de contribuições do treinador ao elenco, que, mesmo com limitações, vinha apresentando desempenhos competitivos em partidas recentes.
Falhas no planejamento para a altitude
Um dos pontos centrais da crítica de Textor refere-se à logística adotada para o confronto contra o Cienciano, em Cusco, pela Copa Sul-Americana. O empresário afirmou que o planejamento, sob responsabilidade de Eduardo Iglesias, ignorou o aprendizado institucional acumulado em experiências anteriores do clube em condições de altitude, resultando em uma goleada por 6 a 1.
Textor detalhou que a estratégia ideal envolveria uma aclimatação antecipada dos atletas, com uma inversão no calendário que permitiria ao elenco maior adaptação física. Ele lamentou a falta de continuidade e de comunicação entre a diretoria e a comissão técnica, afirmando que a ausência de um plano estruturado reflete uma gestão inexperiente e desprovida de liderança efetiva.
Críticas à gestão de Eduardo Iglesias
O empresário não poupou adjetivos ao avaliar a atuação de Eduardo Iglesias à frente da SAF. Textor questionou a capacidade do CEO em gerir um clube de futebol, alegando que o executivo carece de experiência prévia no comando de negócios esportivos. A declaração de que haveria “uma criança comandando o Botafogo” sintetiza a visão de Textor sobre a atual condução do clube.
Para o norte-americano, a falha em proteger o treinador após o revés histórico no Peru demonstra uma ausência de responsabilidade corporativa. Ele defende que decisões cruciais de planejamento devem ser tomadas com base em consenso e conhecimento técnico, elementos que, em sua análise, estão ausentes na estrutura atual do Botafogo.
Fonte: fogaonet.com
































