O empresário John Textor, ex-controlador da SAF do Botafogo, manifestou forte descontentamento após a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que aprovou o aumento de capital da companhia. A medida, que prevê a emissão de novas ações, gerou um novo embate jurídico e institucional, colocando em risco a participação majoritária da Eagle Bidco no clube.
Disputa societária e o futuro da participação acionária
A decisão tomada em assembleia permite a diluição da fatia detida pela Eagle Bidco, empresa ligada a Textor. O empresário, que afirma manter a posse de 90% das ações, classificou o episódio como um capítulo vergonhoso na trajetória da instituição. Segundo o investidor, todas as cláusulas do acordo original foram cumpridas, resultando no melhor desempenho esportivo do clube em mais de um século.
O processo de capitalização abre margem para que o Botafogo associativo adquira os novos papéis. Caso o movimento se concretize, a participação da Eagle seria reduzida drasticamente, permitindo que a GDA Luma assuma o controle majoritário da operação. O prazo para que os acionistas atuais exerçam o direito de preferência na compra é de 30 dias.
Decisões judiciais e o impasse no Estado de Direito
A tentativa de Textor em suspender a AGE por vias judiciais não obteve sucesso. A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido do empresário e ainda aplicou uma multa por litigância de má-fé. O investidor questionou publicamente a segurança jurídica no país, afirmando que o desfecho atual prejudica a credibilidade do clube perante o mercado de capitais.
Em sua declaração, o empresário reforçou que espera uma reversão do cenário para que o foco retorne à disputa por títulos. O caso segue como um dos pontos de maior tensão na gestão da SAF do Botafogo, evidenciando o distanciamento entre o antigo controlador e a estrutura atual do clube associativo.
Fonte: fogaonet.com

































