O empresário John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, manifestou-se publicamente para refutar as acusações feitas pela diretoria do clube associativo. O centro da disputa gira em torno de alegações de que aportes financeiros realizados na Sociedade Anônima do Futebol teriam sido simulados ou fraudulentos, um ponto que a gestão do clube utiliza para tentar retomar o controle acionário da instituição.
Contexto da disputa sobre o aporte na SAF
A controvérsia envolve o cumprimento de obrigações previstas no acordo de credores firmado em 2022. A diretoria do Botafogo questiona movimentações financeiras ocorridas em 2024, argumentando que o capital injetado não seguiu os trâmites esperados, o que teria motivado o acionamento de um gatilho junto à Cork Gully, administradora judicial da Eagle Bidco, visando a obtenção de 51% das ações da SAF.
Em resposta, John Textor classificou as acusações como uma narrativa distorcida da realidade. Segundo o investidor, a análise apresentada pelo clube isola saídas de recursos sem considerar as entradas significativas de caixa que ocorreram em semanas subsequentes, as quais, segundo ele, compensariam integralmente os valores movimentados.
Movimentações financeiras sob análise
O Botafogo aponta que, em 20 de março de 2024, o Lyon realizou um repasse de 10,9 milhões de euros (equivalentes a R$ 58,8 milhões) como integralização de capital. No mesmo dia, contudo, houve uma transferência de 10 milhões de euros do clube carioca para o time francês, sob a forma de empréstimo.
Situação similar teria ocorrido em abril, quando o Lyon enviou R$ 55 milhões em 5 de abril e R$ 677 mil em 17 de abril. O clube alega que, em contrapartida, houve o retorno desses valores ao Lyon através de novos empréstimos nos dias 8 e 18 do mesmo mês. Para a diretoria, tais operações configurariam uma simulação do aporte exigido.
Defesa jurídica e governança corporativa
O advogado Felipe de Abreu Sampaio, que representa John Textor, reforçou que as operações financeiras não são recentes e foram realizadas dentro das normas de governança da companhia. A defesa sustenta que o questionamento atual é uma tentativa inadequada de atribuir significados novos a movimentações que já eram de conhecimento dos órgãos competentes há mais de dois anos.
O investidor reafirmou sua confiança na legalidade dos atos praticados durante sua gestão. O caso, que ganha contornos de uma disputa de versões, pode ser levado às instâncias judiciais caso não haja uma resolução consensual entre as partes envolvidas. Mais informações sobre o cenário do futebol brasileiro podem ser acompanhadas no portal UOL Esporte.
Fonte: uol.com.br

































