Confronto de narrativas sobre as transferências do Botafogo
O empresário John Textor utilizou suas redes sociais para rebater veementemente as informações recentes sobre a gestão das transferências de jogadores do Botafogo. A polêmica gira em torno de uma apuração conduzida pelo clube social, que investiga se as vendas dos atletas Igor Jesus, Jair e Cuiabano para o Nottingham Forest teriam sido utilizadas para abater um empréstimo pessoal de Textor junto a Evangelos Marinakis, proprietário da equipe inglesa.
A denúncia, inicialmente veiculada pelo jornalista Thiago Veras no canal “Arena Alvinegra”, aponta que as transações seriam o ponto central de uma ação judicial que o clube social e a SAF planejam mover contra o ex-controlador nos próximos dias. Em sua defesa, Textor classificou as alegações como uma narrativa enganosa, questionando a capacidade de julgamento daqueles que promovem tais informações.
Detalhes das operações financeiras sob investigação
O clube social sustenta que as negociações com o Nottingham Forest ocorreram abaixo dos valores de mercado. Segundo a apuração interna, o lateral Cuiabano teria sido vendido por US$ 4 milhões, apesar de existir uma proposta superior, de US$ 10 milhões, do Brighton. No caso do zagueiro Jair, a denúncia alega que, de uma venda supostamente fechada em US$ 20 milhões, apenas metade teria sido contabilizada nos registros oficiais.
Além das cifras, o clube aponta que o Botafogo teria arcado com US$ 1,2 milhão referentes a complementos salariais de Igor Jesus após sua ida para o futebol inglês. O entendimento interno é de que o jogador não desejava a transferência, sendo forçado a aceitar condições financeiras desfavoráveis ao clube carioca.
Tensões jurídicas e o futuro da gestão
A disputa entre o clube social e John Textor vai além das transferências internacionais. Existe um movimento para acionar o empresário na Justiça devido a pendências tributárias. A acusação central envolve o não repasse de valores referentes ao imposto de renda retido na fonte dos funcionários do clube para a União, o que, na visão dos denunciantes, poderia configurar apropriação indébita.
Em sua declaração, Textor foi enfático ao criticar a atual condução do clube, afirmando que a busca por títulos exige uma postura diferente da que tem sido adotada. O empresário declarou: “É preciso ter um coração puro para conquistar um campeonato… Com esses tolos no poder, títulos não virão”. O caso segue em fase de apuração e deve ganhar novos capítulos nos tribunais brasileiros, conforme reportado pelo FogãoNET.
Fonte: fogaonet.com

































