O piloto australiano Jack Miller confirmou oficialmente sua transição para o Mundial de Superbike (World SBK) a partir da temporada de 2027. Após encerrar sua trajetória na MotoGP ao final deste ano, o competidor assinou um contrato de dois anos com a equipe oficial da Yamaha, estendendo seu vínculo com a fabricante japonesa até 2028.
A mudança marca o fim de um ciclo importante para Miller na elite do motociclismo mundial, onde atuou por diferentes marcas desde sua estreia em 2015. A decisão de migrar para o Superbike foi tomada rapidamente, motivada pelo desejo do atleta de continuar competindo em alto nível e pela sólida relação construída com a Yamaha nos últimos anos.
Fortalecimento da parceria e novos objetivos
A colaboração entre Miller e a Yamaha consolidou-se através da participação conjunta nas 8 Horas de Suzuka, onde o piloto conquistou dois segundos lugares. Esse histórico de trabalho foi determinante para que a marca japonesa apostasse na contratação do australiano para liderar seu projeto de reconquista do título no World SBK, que não é vencido pela equipe desde 2021.
O diretor esportivo da Yamaha Motor Europe, Niccolò Canepa, destacou que a experiência de Miller em GPs e seu conhecimento técnico serão fundamentais para o desenvolvimento contínuo da moto R1. Além do aspecto competitivo, a Yamaha espera que a notoriedade internacional do piloto ajude a fortalecer a presença da marca no campeonato.
Transição e reestruturação das equipes
Com a saída de Miller da MotoGP, o grid passará por renovações significativas. O jovem Izan Guevara assumirá o posto na Pramac, formando dupla com Toprak Razgatlioglu. No Mundial de Superbike, Miller ocupará a vaga deixada por Xavi Vierge, enquanto Andrea Locatelli permanece na estrutura da equipe para a próxima temporada.
O próprio Miller expressou entusiasmo com o novo desafio. Em declarações oficiais, o piloto afirmou estar grato pela oportunidade de explorar o potencial da R1 em um ambiente diferente. Ele destacou que, apesar das variações técnicas entre as categorias, sua motivação para iniciar este novo capítulo de sua carreira permanece elevada, conforme reportado pelo Motorsport.
Trajetória consolidada no motociclismo
A carreira de Miller na elite é marcada por escolhas singulares, como o salto direto da Moto3 para a MotoGP em 2015. Ao longo dos anos, o piloto passou por quatro das cinco marcas envolvidas na categoria principal, acumulando vitórias e sendo reconhecido por sua capacidade de adaptação e envolvimento técnico no desenvolvimento de protótipos.
A mudança para o Superbike é vista como um movimento natural para um atleta que ainda busca competitividade. Com o apoio da estrutura oficial da Yamaha, Miller tentará quebrar a hegemonia recente da Ducati, que dominou a temporada de 2026 e impôs desafios consideráveis aos demais fabricantes do grid.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































