A NASCAR Brasil trouxe para as pistas nacionais um elemento fundamental da cultura automobilística norte-americana: o spotter. Durante a sétima etapa da temporada regular, realizada no circuito oval de Curvelo, a presença desse profissional foi determinante para a segurança e o desempenho dos competidores, funcionando como uma extensão da visão do piloto em um ambiente de alta velocidade e proximidade constante entre os carros.
A função estratégica dos olhos no alto
O spotter é o membro da equipe posicionado no ponto mais elevado do autódromo, garantindo uma visão panorâmica de todo o traçado. Em circuitos ovais, onde a visibilidade do piloto é limitada e as velocidades são elevadas, ele atua como um guia em tempo real via rádio. Essa função, consolidada na NASCAR e na Indy Car desde o final da década de 1980, tornou-se um pilar indispensável para evitar colisões e otimizar manobras de ultrapassagem.
Engenheiros assumem o posto de observadores
Para a etapa em Curvelo, os engenheiros das equipes assumiram o papel de spotters, adaptando suas rotinas técnicas para o suporte visual. Vitor Bernardi, engenheiro da equipe SG28, destacou ao portal Motorsport.com que a ausência de zonas de desaceleração intensas exige um monitoramento rigoroso. Segundo ele, o trabalho consiste em posicionar o piloto para ataques e defesas, além de alertá-lo sobre incidentes iminentes em um traçado onde o tempo de reação é extremamente curto.
Avaliação visual versus telemetria
A transição da análise de dados para o monitoramento visual representa uma mudança drástica na dinâmica de trabalho das equipes. Enquanto em circuitos convencionais o foco recai sobre a telemetria e as diferenças de tempo por setor, a função de spotter exige uma avaliação puramente visual do posicionamento dos veículos. Essa estratégia, descrita por Bernardi como um trabalho “mais cego” em relação aos números, prioriza a gestão do tráfego e a preservação da competitividade na pista.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































