O confronto entre Palmeiras e Fluminense, válido pelas semifinais da Copa Libertadores, enfrenta um impasse logístico relacionado à presença de torcedores visitantes. O regulamento da competição continental estabelece a obrigatoriedade de destinar, no mínimo, 4 mil ingressos para a torcida adversária. Contudo, a estrutura atual do estádio alviverde levanta dúvidas sobre a viabilidade dessa acomodação, gerando um debate sobre a possibilidade de realização da partida com torcida única.
Regulamento da Conmebol versus exigências de segurança
Os presidentes dos clubes já iniciaram tratativas para resolver a questão. Enquanto o Fluminense mantém a posição de exigir a carga total de ingressos prevista pela Conmebol, o Palmeiras busca alternativas para cumprir as normas sem comprometer a operação do estádio. A disputa coloca em xeque a autonomia dos clubes frente às exigências de segurança pública.
A Polícia Militar de São Paulo desempenha um papel central nesse cenário. Historicamente defensora da torcida única em grandes eventos, a corporação possui a prerrogativa de elaborar documentos técnicos que apontem riscos à segurança. Caso um relatório desse tipo seja apresentado à Conmebol, a entidade sul-americana terá de avaliar se os argumentos são suficientes para abrir uma exceção à regra de visitantes.
O histórico da torcida única no futebol paulista
A discussão sobre a restrição de público em São Paulo remonta a recomendações do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), iniciadas ainda em 2009. Embora a legislação estadual, como a Lei nº 17.832/2023, discipline a segurança em eventos esportivos, ela não impõe um limite rígido de 5% para visitantes, como frequentemente se especula no meio esportivo. A prática de torcida única consolidou-se, na verdade, por meio de portarias da Federação Paulista de Futebol (FPF), baseadas em ofícios do JECRIM.
A manutenção desse modelo, que se estende desde abril de 2016, reflete a postura das autoridades locais em priorizar a segurança em clássicos e jogos de alta complexidade. Contudo, a aplicação dessa medida em competições internacionais, como a Libertadores, encontra barreiras regulamentares distintas. A imposição de torcida única no jogo de ida poderia, ainda, gerar um efeito de reciprocidade, resultando na ausência de torcedores palmeirenses no Maracanã, um cenário que não interessa aos clubes envolvidos.
Para mais detalhes sobre as normas de competições internacionais, consulte o portal oficial da Conmebol.
Fonte: uol.com.br

































