Dois centros operacionais instalados na região de Nabatiyeh, no sul do Líbano, começaram a realizar pagamentos em dinheiro vivo para famílias que tiveram imóveis destruídos durante os ataques militares promovidos por Israel. A iniciativa representa a liberação inicial de uma verba anual calculada em US$ 12 mil por núcleo familiar afetado pela guerra.
Para as vítimas residentes em Beirute e nos subúrbios situados na porção sul da capital libanesa, a assistência financeira totalizará US$ 14 mil distribuídos no período de doze meses. Por meio de nota oficial, o Hezbollah comunicou que projeta alcançar cerca de 90% dos contemplados com a primeira parcela dentro de uma janela de até 40 dias.
Valores e logística da assistência financeira do Hezbollah
O planejamento do grupo político e militar estabelece que o montante total destinado a cada família seja liquidado em quatro parcelas regulares ao longo do ano. No entanto, a entidade não revelou os mecanismos exatos de financiamento utilizados nem confirmou a contagem final das pessoas cadastradas para o recebimento dos valores.
Apesar da ausência de registros oficiais detalhados pela liderança do grupo, levantamentos do periódico libanês Al-Akhbar apontam que a operação contempla cerca de 50 mil famílias atingidas. Com isso, os aportes globais do plano de amparo podem atingir a cifra de US$ 600 milhões.
Bloqueios bancários e transferências sob embargo internacional
A execução do suporte financeiro aos desabrigados ocorre em meio a sanções severas articuladas pelos Estados Unidos e aplicadas com cooperação das autoridades de Beirute. O governo local determinou a suspensão das operações da entidade financeira Al-Qard al-Hassan, ligada à organização xiita, efetuando retenções de repasses milionários que chegavam ao país a partir de locais como a Turquia.
Segundo apurações da imprensa internacional e do canal RFI, o Irã teria viabilizado uma transferência estimada em US$ 200 milhões para a estrutura do Hezbollah em setembro, driblando as restrições econômicas de Washington. Uma iniciativa semelhante já havia sido conduzida em dezembro de 2024, quando US$ 77 milhões foram pagos como suporte emergencial aos deslocados libaneses.
Destruição habitacional e impasses nos acordos diplomáticos
Balanços preliminares elaborados pelo poder público libanês indicam que a ofensiva bélica israelense danificou ou pôs abaixo mais de 290 mil habitações desde 2023. O impacto estrutural mais severo concentra-se no sul do território libanês e no cinturão sul metropolitano da capital nacional.
Embora protocolos de entendimento tenham sido firmados em junho envolvendo Washington, Teerã, Beirute e Tel Aviv prevendo diretrizes para a desmilitarização do Hezbollah e contenção da violência, as hostilidades continuam no terreno. Representantes libaneses e integrantes do movimento acusam as forças de Israel de descumprir as cláusulas de cessar-fogo por meio da manutenção de ataques aéreos e manobras terrestres contínuas.
Fonte: terra.com.br


































