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Gabriel Bortoleto admite excesso de otimismo e falha técnica no GP de Singapura

Gabriel Bortoleto admite excesso de otimismo e falha técnica no GP de Singapura

O piloto brasileiro Gabriel Bortoleto enfrentou um desafio complexo durante a sessão de classificação para o Grande Prêmio de Singapura de Fórmula 1. Após um início de fim de semana conturbado, marcado por um abandono precoce na corrida sprint devido a um incidente na primeira volta, o competidor buscou a recuperação no traçado de Marina Bay. Embora tenha finalizado a sessão na 15ª colocação, uma punição aplicada a George Russell promoveu o brasileiro para a 14ª posição no grid de largada.

Análise do erro na curva 14

Em entrevista concedida ao canal sportv logo após a conclusão das atividades de pista, Bortoleto foi autocrítico ao avaliar sua performance no Q2. O piloto reconheceu que a pressão por uma volta rápida o levou a exceder os limites de aderência do seu monoposto, resultando em um erro crucial no setor intermediário do circuito.

“Eu perdi ela. Sabia que precisava colocar uma volta muito boa no final e acabei freando muito dentro, na curva 14, e passei reto. Perdi tudo naquela volta”, explicou o brasileiro. A busca pelo limite, segundo o próprio piloto, foi uma tentativa de replicar o desempenho de alto nível apresentado na etapa anterior, realizada na Malásia.

Configuração e comportamento do carro

Ao ser questionado sobre o comportamento dinâmico do veículo, Bortoleto detalhou que o carro apresentou um balanço instável, especialmente em relação à traseira, durante a classificação. O piloto, contudo, fez questão de separar a questão técnica do ajuste de chassi da performance pura, evitando atribuir o resultado final exclusivamente a problemas mecânicos.

“Isso é balanço, não tem nada a ver com a performance em si. Você nunca vai ter um balanço perfeito. Hoje a gente teve uma classificação que não foi das melhores, mas não tenho como culpar o balanço”, pontuou. O competidor reforçou que a falta de quilometragem na corrida sprint, onde foi retirado da disputa logo no início, impediu uma leitura mais precisa do comportamento do carro em condições de prova.

Perspectivas para a corrida

Apesar da frustração com a volta rápida, a posição de largada no pelotão intermediário mantém o brasileiro na disputa por pontos. A punição de George Russell oferece uma oportunidade estratégica para Bortoleto, que agora foca em uma largada limpa e na gestão de pneus em um circuito conhecido pelo alto desgaste físico e técnico.

O cenário em Singapura exige precisão absoluta, e o erro cometido no Q2 serve como aprendizado para a estratégia de corrida. Com a experiência acumulada nas etapas recentes, o foco do piloto volta-se agora para a execução de uma prova consistente, buscando capitalizar sobre eventuais erros dos adversários à frente no grid.

Fonte: motorsport.uol.com.br

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