O São Paulo enfrenta uma situação delicada nos bastidores administrativos após a Agência de Fair Play da CBF determinar a possibilidade de aplicação de um transfer ban ao clube. A medida, que impede o registro de novos atletas, está vinculada a uma pendência financeira referente à aquisição do volante Djhordney, jogador que chegou ao Morumbi para reforçar as categorias de base.
Entenda o processo na Agência de Fair Play da CBF
A decisão foi oficializada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). O órgão atua com base no Artigo 45 do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), que estabelece diretrizes rigorosas para o pagamento de valores devidos a outros clubes em transações de atletas, incluindo direitos econômicos e indenizações por formação.
Após denúncia formalizada pelo Novorizontino em julho, a agência deu ao Tricolor um prazo de dez dias úteis para apresentar a quitação ou uma defesa fundamentada. Embora o São Paulo tenha reconhecido o débito, as justificativas apresentadas não foram aceitas pela ANRESF, resultando na determinação de um prazo final de 45 dias para a regularização total do montante, acrescido de juros e correções.
Divergências sobre o acordo financeiro
O débito em questão gira em torno de R$ 1 milhão, valor que deveria ter sido quitado em cinco parcelas conforme o contrato original de compra dos direitos de Djhordney. A situação gerou versões contraditórias entre as instituições envolvidas no processo.
Enquanto o São Paulo, por meio de nota oficial, afirma que o presidente Harry Massis alinhou um novo acordo com o mandatário do Novorizontino, Genilson Rocha, o clube do interior nega a existência de qualquer negociação em curso. O Novorizontino sustenta que nenhuma das cinco parcelas previstas foi paga e exige o cumprimento integral da obrigação contratual.
Trajetória do atleta no Tricolor
A contratação de Djhordney ocorreu em 2025, inicialmente para integrar a equipe sub-20. O exercício do direito de compra foi comunicado pelo São Paulo ao Novorizontino em fevereiro deste ano, após o jovem de 19 anos apresentar desempenho satisfatório nas categorias de formação.
O jogador chegou a ser promovido ao elenco principal e realizou sua estreia profissional em fevereiro, em confronto contra o Coritiba. Desde então, o volante acumula quatro partidas pela equipe de cima, consolidando-se como uma das apostas do clube para o futuro, apesar dos entraves jurídicos que agora cercam sua permanência e registro.
Este caso marca um precedente relevante, sendo a primeira vez que um clube da Série A é alvo de tal punição desde a criação da agência reguladora. Para mais detalhes sobre a gestão financeira no futebol brasileiro, acompanhe as atualizações da Gazeta Esportiva.
Fonte: gazetaesportiva.com


































