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Relatório da Fifa revela as 11 tendências táticas que definiram a Copa do Mundo 2026

Relatório da Fifa revela as 11 tendências táticas que definiram a Copa do Mundo 2026

A Fifa divulgou oficialmente o relatório elaborado pelo seu grupo de estudo técnico, que analisou detalhadamente os 104 jogos disputados durante a Copa do Mundo 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O documento mapeia 11 tendências táticas e técnicas que moldaram o desempenho das seleções, oferecendo um panorama sobre a evolução do futebol de elite e o papel estratégico de equipes como o Brasil, a Argentina e a campeã Espanha.

A ascensão da construção com linha de três e o papel dos goleiros

Uma das mudanças mais notáveis no torneio foi a adoção da construção de jogo com linha de três defensores, utilizada por 63% das seleções em momentos específicos. A seleção brasileira, sob o comando técnico, exemplificou essa estratégia na partida contra a Escócia, utilizando Casemiro como o volante pivô posicionado à frente da linha defensiva para organizar a saída de bola.

Em contrapartida, a Espanha optou por um modelo distinto, mantendo a linha de quatro defensores tradicionais. Para compensar, a equipe frequentemente adiantava o goleiro Unai Simón, que atuava como um líbero para auxiliar na formação da base das jogadas. Essa participação ativa dos goleiros na distribuição de bola tornou-se uma constante, com os arqueiros atuando mais avançados sempre que suas equipes detinham a posse.

Estratégias de ataque e a importância dos corredores laterais

O torneio registrou um aumento significativo na ocupação de espaços pelos jogadores de lado de campo dentro da estrutura defensiva adversária, atingindo 26,0% contra 23,5% em 2022. A mudança do ponto de ataque consolidou-se como uma ferramenta essencial para superar defesas compactas e criar superioridade numérica no terço final do gramado.

O Brasil, segundo o relatório da Fifa, focou em isolar Vini Jr. pelos flancos. A estratégia consistia em atrair o adversário para a região central, permitindo que o atacante recebesse a bola em condições de realizar o duelo individual. Esse mecanismo de isolamento e condução foi fundamental para a progressão ofensiva da equipe brasileira durante a competição.

Pressão, bloco baixo e a eficácia das bolas paradas

A utilização do bloco baixo como estratégia defensiva cresceu 4,2% em relação à edição anterior, resultando em um jogo mais cadenciado e compacto. O Japão foi citado como referência nesse comportamento, apresentando alta concentração de jogadores à frente da própria área. Esse cenário exigiu paciência das seleções, como visto na vitória do Brasil sobre os japoneses, decidida apenas nos acréscimos com um gol de Martinelli.

As bolas paradas também ganharam protagonismo, com 73 gols originados dessas situações. A eficiência em escanteios curtos registrou um crescimento notável, com um aumento de 11% nas tentativas de jogadas ensaiadas durante a fase de grupos. Além disso, a taxa de sucesso dos goleiros em disputas aéreas após cruzamentos subiu para 76%, evidenciando um aprimoramento técnico na proteção da meta.

Fonte: uol.com.br

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