Dirigentes que compõem a Futebol Forte União (FFU) iniciaram um movimento estratégico para alterar o estatuto do condomínio de clubes, visando alinhar a estrutura organizacional aos interesses da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A iniciativa busca pavimentar o caminho para a criação de uma liga única no futebol nacional, estabelecendo condições para a dissolução do atual bloco caso o projeto de unificação se concretize.
Reestruturação de poder e governança dos clubes
A proposta de reforma, que conta com 24 blocos de alterações, foca na redução da influência do investidor, a Sports Media Entertainment, em prol de uma maior autonomia para as agremiações. Entre as mudanças centrais, destaca-se a alteração na composição do comitê do condomínio: os clubes passarão a indicar seis dos sete integrantes, reduzindo a participação do investidor para apenas uma cadeira.
Além disso, o quórum mínimo para deliberações foi reduzido de 90% para 75%. Essa alteração técnica permite que os clubes tomem decisões estratégicas mesmo na ausência de representantes do investidor, garantindo maior agilidade e soberania na gestão financeira e comercial do grupo.
Autonomia comercial e direitos de propriedade
Sob a nova redação estatutária, ativos cruciais como os naming rights do Campeonato Brasileiro, oportunidades coletivas de patrocínio e direitos de propriedade intelectual deixam de ser exclusividade do condomínio. Esses ativos passarão a pertencer diretamente à liga e aos clubes, que exercerão governança própria sobre tais propriedades.
O texto também remove cláusulas que conferiam ao investidor a prerrogativa de adquirir partes das propriedades de campo dos clubes. A proposta estabelece, de forma clara, que a formação efetiva de uma liga unificada resultará na extinção do condomínio, com o retorno imediato dos direitos negociados à propriedade exclusiva das instituições esportivas.
Impacto na gestão e próximos passos
A reforma retira do investidor o poder de contratar o administrador do bloco e a equipe responsável pela exploração comercial. Essa mudança impacta diretamente a estrutura atual, incluindo a atuação de figuras como Gabriel Lima e a empresa Live Mode, que hoje gerenciam os direitos de transmissão e as operações do bloco.
O documento, formulado por uma comissão designada na última assembleia, será submetido à aprovação dos membros do condomínio. A expectativa é que, ao retirar prerrogativas adicionais do investidor, os clubes consolidem um ambiente jurídico mais favorável para a negociação definitiva com a CBF, visando a profissionalização definitiva do futebol brasileiro.
Fonte: uol.com.br


































