Com o encerramento do ciclo mundialista de 2026, o cenário do futebol internacional volta suas atenções para o Brasil. O país se prepara para sediar, pela primeira vez na história da América do Sul, a Copa do Mundo feminina, um marco que foi celebrado com uma projeção especial no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, sinalizando que falta apenas um ano para o início das festividades.
Estrutura e cronograma da competição no Brasil
A décima edição do torneio está agendada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. A estrutura da competição contará com a participação de 32 seleções, distribuídas em oito cidades-sedes. Até o momento, 14 países já garantiram sua classificação, incluindo potências como Alemanha, Espanha e França, além do anfitrião Brasil.
Embora a tabela oficial ainda não tenha sido divulgada pela Fifa, especula-se que o Maracanã seja o palco da grande final, enquanto o estádio do Corinthians, em São Paulo, é cotado para receber a abertura. O sorteio dos grupos está previsto para ocorrer ainda neste semestre, momento em que os detalhes logísticos e a venda de ingressos devem ser esclarecidos ao público.
Aposta na continuidade e renovação da seleção brasileira
Diferente de ciclos anteriores no futebol masculino, a seleção feminina brasileira chega a este Mundial com um trabalho de base consolidado. O técnico Arthur Elias tem conduzido um processo de testes e consistência desde 2023, buscando um equilíbrio entre a experiência e a renovação do elenco.
A presença de Marta, aos 41 anos, permanece como uma incógnita, embora a atleta continue atuando em alto nível na liga norte-americana. Ao lado dela, nomes como Dudinha, Tainá Maranhão, Tarciane, Ary Borges, Amanda Gutierrez e Bia Zaneratto compõem uma geração talentosa que carrega a responsabilidade de buscar um título inédito para o país.
Reparação histórica e legado social do torneio
Mais do que uma disputa esportiva, a realização da Copa no Brasil carrega um peso simbólico de reparação histórica. Após décadas de proibição oficial da prática do futebol por mulheres, entre 1965 e 1979, o evento surge como uma plataforma para democratizar o acesso ao esporte.
O sucesso do torneio será mensurado não apenas pelos resultados em campo, mas pela capacidade de engajar o público nacional. A expectativa é que a competição inspire novas gerações de meninas e amplie permanentemente o espaço ocupado pelas mulheres em todas as esferas da modalidade.
Fonte: uol.com.br


































