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Bélgica contesta Fifa e questiona elegibilidade de Balogun antes de duelo na Copa

Bélgica contesta Fifa e questiona elegibilidade de Balogun antes de duelo na Copa

Impasse jurídico às vésperas do confronto decisivo

A Federação Belga de Futebol (RBFA) formalizou um recurso junto à Fifa para contestar a liberação do atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos. O jogador, que havia sido expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina, teve sua suspensão automática revogada pela entidade máxima do futebol, permitindo sua participação nas oitavas de final da Copa do Mundo.

O clima de tensão tomou conta dos bastidores a menos de 24 horas do confronto entre Bélgica e Estados Unidos, agendado para esta segunda-feira, em Seattle. A federação belga alega que não recebeu qualquer documentação fundamentada sobre a reversão da punição, tomando conhecimento da mudança apenas por meio da imprensa.

O questionamento sobre a transparência da Fifa

Em nota oficial, a entidade belga expressou profunda preocupação com o rito processual adotado pela Fifa. Segundo a RBFA, uma carta enviada solicitando esclarecimentos foi tratada unilateralmente como um recurso formal, o que gerou um prazo exíguo para complementação. A federação sustenta que, conforme as normas vigentes, a contestação só deveria ser processada após a entrega da decisão detalhada ao interessado.

A situação escalou quando a Fifa informou que o suposto recurso já contava com um juiz designado e que seria declarado inadmissível caso não fosse complementado em poucas horas. A postura da entidade gerou críticas severas por parte dos belgas, que buscam garantias sobre a integridade e a ética do torneio antes que a bola role em campo.

Interferência política e bastidores do caso

O caso ganhou contornos de crise diplomática após informações do New York Times confirmarem que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria entrado em contato direto com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a revisão da suspensão. Esse movimento de bastidores, aliado a uma forte atuação jurídica, colocou em xeque a autonomia da arbitragem.

O técnico da seleção belga, Rudi Garcia, manifestou-se sobre o episódio, destacando que a iniciativa da federação visa proteger a credibilidade da competição. O treinador ironizou a reviravolta inédita na história das Copas e reforçou que, apesar do imbróglio jurídico que corre contra o relógio, seu foco permanece estritamente na preparação tática da equipe para o duelo eliminatório.

Fonte: uol.com.br

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