O circuito de Hungaroring, palco tradicional do automobilismo mundial, celebrou seus 40 anos de história com uma iniciativa que conecta o passado e o presente da categoria. Em uma ação que envolveu votação popular e curadoria de especialistas, o autódromo oficializou a nomeação de todas as suas curvas, prestando tributo a ícones que moldaram a trajetória da Fórmula 1 no país.
A iniciativa busca alinhar o traçado húngaro aos grandes templos da velocidade ao redor do mundo, conferindo identidade própria a cada trecho da pista. A definição dos nomes respeitou critérios históricos e a relação afetiva dos competidores com o asfalto de Mogyoród, consolidando o local como um museu a céu aberto para os entusiastas da modalidade.
Homenagens a Piquet, Hamilton e Senna no traçado
A curva 1, historicamente marcada pela ultrapassagem de Nelson Piquet sobre Ayrton Senna em 1986, recebeu o nome do tricampeão brasileiro. O reconhecimento celebra não apenas o talento do piloto, mas também suas vitórias nas duas primeiras edições do GP da Hungria.
Logo na sequência, a curva 2 presta homenagem a Lewis Hamilton, o maior vencedor da história do circuito, com um recorde de nove pole positions e oito triunfos. Já a curva 13, situada no trecho final, leva o nome de Ayrton Senna, relembrando o legado do brasileiro que cravou a primeira pole position na história do evento.
Reconhecimento a talentos e marcos históricos
Outros nomes de peso do automobilismo também foram imortalizados no traçado. A curva 4 homenageia Nigel Mansell, campeão de 1992, enquanto a curva 11 recebe o nome de Jean Alesi, em uma referência que remete ao acidente do piloto francês durante os treinos de 1995.
O heptacampeão Michael Schumacher é lembrado na curva 12, palco de quatro de suas vitórias e da conquista do tetracampeonato em 2001. A última curva, a 14, honra Ferenc Szisz, engenheiro húngaro e vencedor do primeiro Grande Prêmio da história, realizado em 1906.
Identidade local e contexto geográfico
Além dos pilotos, o circuito integrou elementos geográficos à sua identidade. A curva 5 leva o nome de Mogyoród, município que abriga o autódromo, enquanto as curvas 8 e 9 foram batizadas como Buda e Peste, em alusão à capital do país. O rio Danúbio também foi homenageado na curva 10, reforçando a conexão profunda entre a pista e a cultura local. Mais informações sobre a história do circuito podem ser encontradas no site oficial da Fórmula 1.
Fonte: motorsport.uol.com.br

































