A etapa de Xangai da Fórmula E reservou um desfecho memorável para o automobilismo brasileiro. Em uma prova marcada por condições climáticas desafiadoras e constantes mudanças na liderança, o piloto Lucas di Grassi conquistou a vitória, encerrando um jejum de quatro anos sem subir ao topo do pódio na categoria elétrica. O triunfo também representa um marco inédito para a parceria entre a Lola e a Yamaha, que celebram seu primeiro sucesso desde o ingresso na competição.
fórmula: cenário e impactos
Reviravoltas e estratégias sob chuva em Xangai
O evento começou com um contratempo significativo antes mesmo da largada, quando o líder do campeonato, Mitch Evans, foi impedido de alinhar no grid devido a uma falha técnica em um componente padronizado. Com a pista molhada, a direção de prova optou por iniciar a disputa atrás do safety car, permitindo a largada oficial somente após a terceira volta.
O brasileiro Felipe Drugovich, que largou na pole position, conseguiu manter a ponta inicialmente. No entanto, a gestão do Modo Ataque e o desgaste dos pneus em pista úmida alteraram rapidamente a configuração do pelotão de elite, com pilotos como Pascal Wehrlein e Taylor Barnard alternando a liderança nas voltas iniciais.
Disputas intensas e intervenções da direção de prova
O meio do pelotão foi palco de incidentes frequentes, incluindo toques entre Pepe Martí e Nico Müller, além de uma colisão envolvendo Sébastien Buemi e Edoardo Mortara. A competitividade foi elevada ao limite, resultando inclusive em advertências formais por parte dos comissários de pista durante as disputas por posição.
A estratégia da equipe Porsche parecia consolidar-se com Nico Müller assumindo a segunda posição, enquanto Joel Eriksson protagonizava uma ascensão notável. O sueco conseguiu superar adversários diretos para assumir a ponta na volta 21, aproveitando o momento em que outros competidores lidavam com a gestão de energia e o uso ineficaz do boost extra.
O desfecho dramático e o triunfo brasileiro
A reta final da corrida foi impactada pela necessidade de uma intervenção do safety car após a quebra do carro de Zane Maloney, o que forçou o acionamento de uma bandeira amarela em todo o circuito. A neutralização adicionou uma volta extra ao cronograma original, preparando o terreno para um final emocionante.
Na relargada, Jean-Éric Vergne chegou a liderar a prova, mas foi superado por Lucas di Grassi nos metros finais. O brasileiro cruzou a linha de chegada em primeiro, seguido por Vergne e Eriksson. Felipe Drugovich, que liderou o início da prova, finalizou a etapa na sexta colocação. Mais detalhes sobre o calendário da temporada podem ser consultados no portal oficial da FIA Formula E.
Fonte: terra.com.br


































