A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) oficializou a lista de modificações técnicas nos carros de Fórmula 1 para o GP da Itália de 2026. Enquanto o traçado de Monza exige ajustes específicos de configuração devido às suas longas retas, diversas escuderias aproveitaram a etapa para implementar evoluções aerodinâmicas e mecânicas significativas em seus projetos.
Inovações aerodinâmicas e mecânicas em Monza
A McLaren destaca-se ao introduzir a nova asa traseira rotativa de baixa carga aerodinâmica, batizada de H-Wing. O componente é acompanhado por revisões no assoalho, visando otimizar a gestão do fluxo de ar. Paralelamente, a Red Bull busca maior estabilidade com uma nova geometria na borda do assoalho e uma aleta inédita na extremidade da asa dianteira, além de reforços no sistema de escape e na suspensão traseira para garantir a confiabilidade necessária no circuito italiano.
A Aston Martin, por sua vez, concentrou esforços em elementos da suspensão dianteira e em uma seção do assoalho do modelo AMR26, buscando elevar os níveis de carga aerodinâmica para Fernando Alonso e Lance Stroll. A Honda também contribuiu com correções na unidade de potência, corrigindo comportamentos identificados após a etapa de Zandvoort.
Haas lidera volume de mudanças no grid
A equipe Haas apresenta o pacote mais abrangente de novidades para o fim de semana. Além da implementação de um motor Ferrari atualizado no carro de Oliver Bearman, o time introduziu um novo assoalho dianteiro, uma carroceria redesenhada ao redor dos sidepods e do capô do motor, além de ajustes na suspensão traseira. O objetivo central é elevar a eficiência aerodinâmica do VF-26.
Outras escuderias, como Racing Bulls, Alpine e Cadillac, optaram por uma estratégia híbrida, combinando modificações específicas para as características de Monza com desenvolvimentos gerais de performance. Em contrapartida, a equipe Audi, que conta com o brasileiro Gabriel Bortoleto, não reportou evoluções técnicas para este GP.
Estratégias conservadoras de Mercedes e Ferrari
Diferente de seus rivais diretos, Mercedes e Ferrari adotaram uma postura mais contida, focando quase exclusivamente em adaptações para o circuito. A Ferrari, apesar de contar com uma unidade de potência aprimorada, priorizou ajustes para reduzir a resistência aerodinâmica nas retas. A Mercedes seguiu caminho similar, optando pela remoção de dispositivos de aletas na asa traseira para otimizar o desempenho em alta velocidade.
Para mais detalhes sobre o desenvolvimento das equipes, acompanhe a cobertura completa no Motorsport.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































