Após dois anos à frente da Alpine, o conselheiro executivo Flavio Briatore afirma estar cumprindo as metas estabelecidas para o ciclo de 2026. Embora a equipe de Enstone tenha enfrentado dificuldades competitivas, perdendo terreno para rivais como a RB no campeonato de construtores, o dirigente italiano mantém uma postura otimista sobre a trajetória da escuderia no grid da Fórmula 1.
Compromisso com a Renault e metas de desempenho
O retorno de Briatore ao comando operacional teve como pilar central a reestruturação da equipe. Em declarações recentes ao portal The Race, o executivo destacou que o objetivo principal era elevar o patamar do time, saindo da parte inferior da tabela para o grupo dos seis primeiros colocados. Segundo ele, a promessa feita à Renault está sendo honrada conforme o cronograma estabelecido.
Apesar de reconhecer que o progresso é gradual, o conselheiro admite que o desempenho atual ainda não reflete o potencial que ele enxerga na estrutura. A transição para o uso de unidades de potência da Mercedes é vista como um passo estratégico fundamental para garantir que a equipe tenha condições técnicas de lutar por posições mais relevantes no futuro próximo.
Investimentos e a busca pela competitividade
Para Briatore, a Alpine possui hoje os recursos necessários para ser uma força dominante. O dirigente aponta que a modernização da fábrica e a parceria com a fornecedora de motores alemã criaram um cenário favorável. No entanto, ele enfatiza que a equipe precisa adotar uma postura mais agressiva e criativa na tomada de decisões técnicas para reduzir a distância em relação às potências atuais.
O desafio, segundo o executivo, reside em transformar o investimento financeiro em performance pura na pista. Ele questiona abertamente a incapacidade da equipe de desafiar gigantes como McLaren e Ferrari, sugerindo que a solução não depende apenas de infraestrutura, mas de uma mudança cultural profunda que envolva a crença na própria capacidade de vitória.
O paradoxo da infraestrutura na Fórmula 1
Ao analisar o grid, Briatore utiliza a Aston Martin como um exemplo de que recursos materiais não garantem sucesso automático. Para o conselheiro, ter a melhor fábrica ou os engenheiros mais renomados não se traduz necessariamente em pódios se não houver uma mentalidade vencedora consolidada. Ele defende que o segredo para o sucesso na categoria reside na capacidade de assumir riscos calculados e na convicção de que é possível superar os adversários mais tradicionais.
Apesar da distância técnica que ainda separa as quatro equipes de ponta do restante do pelotão, o dirigente insiste que a Alpine tem o dever de se medir contra os melhores. O foco agora é ajustar as peças do quebra-cabeça organizacional, garantindo que o potencial humano e tecnológico da equipe seja maximizado para retomar o protagonismo histórico que o grupo já demonstrou em temporadas anteriores.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































