O senador e candidato \u00e0 Presid\u00eancia Fl\u00e1vio Bolsonaro enviou ao jogador Richarlison trechos de um acordo privado firmado entre o advogado Willer Tomaz e Renato Velasco, ex-empres\u00e1rio do atacante. O documento envolve a disputa pela Ilha Comprida, localizada em Angra dos Reis. As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas pelo jornal O Globo, destacando que o parlamentar teve acesso a documentos que n\u00e3o constavam no processo judicial encerrado no Superior Tribunal de Justi\u00e7a.
As conversas ocorreram por meio de mensagens trocadas pelo Instagram, cujas capturas de tela foram repassadas pelo atleta \u00e0 imprensa. Nesses registros, Fl\u00e1vio encaminhou trechos do acordo extrajudicial que, segundo a defesa do jogador, foi firmado sem o consentimento do atacante. Os arquivos mostram contas banc\aacuteireas do ex-empres\u00e1rio em institui\u00e7\u00f5es como Ita\u00fa, Caixa Econ\ocircmica Federal e Bradesco, que receberam pagamentos realizados pela empresa de Willer Tomaz.
Troca de mensagens e exigência de nota pública
Durante as intera\u00e7\u00f5es mantidas entre mar\u00e7o e julho, o senador pediu que Richarlison publicasse uma nota negando qualquer envolvimento na controvérsia. Em resposta, o atleta relatou que o ex-empres\u00e1rio alegava que o pr\u00f3prio parlamentar teria ficado com a ilha. O senador negou veementemente a acusação durante a conversa, classificando a alega\u00e7\u00e3o como mentira pura.
O acordo em quest\u00e3o foi assinado em agosto do ano anterior. Poucos dias ap\u00f3s a assinatura, a a\u00e7\u00f5es judiciais foram formalmente desistidas, resultando no encerramento do processo com decis\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 empresa ligada a Willer Tomaz. Representantes do jogador sustentam que o atacante tomou conhecimento do desfecho apenas em momento posterior.
Investimentos e disputa judicial pelo imóvel
O atacante afirma ter investido cerca de dez milh\u00f5es de reais na aquisi\u00e7\u00e3o e na manuten\u00e7\u00e3o da propriedade. O neg\u00f3cio inicial foi fechado por meio de uma parceria que incluía Renato Velasco e Alencar da Silveira J\u00fanior, ex-presidente do Am\u00e9rica-MG. O jogador cobrou explica\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, alegando que o parlamentar demonstrou interesse na compra antes da transfer\u00eancia da posse.
Por outro lado, o advogado Willer Tomaz contesta a vers\u00e3o apresentada pelo atleta e sustenta que a empresa ligada ao jogador n\u00e3o adquiriu o bem de seus donos leg\u00edtimos. A defesa de Richarlison publicou registros e n\u00fameros de processos na tentativa de comprovar os gastos e reaver os valores investidos na ilha.
Investigações federais em andamento
O caso tamb\u00e9m movimenta frentes de apura\u00e7\u00e3o na esfera criminal. A Pol\u00edcia Federal investiga, em in\u00e9rito separado, a rela\u00e7\u00e3o comercial e pessoal entre o parlamentar e o advogado. A apura\u00e7\u00e3o analisa suspeitas de atua\u00e7\u00e3o conjunta em suposto esquema de lavagem de dinheiro, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: terra.com.br

































