O Flamengo garantiu um resultado estratégico ao empatar fora de casa contra o Estudiantes, em partida válida pela semifinal da Libertadores. Apesar de manter o placar zerado, que permite à equipe decidir a classificação no Maracanã, a atuação do time rubro-negro foi alvo de duras críticas por parte de analistas esportivos, que apontaram uma falta de agressividade e criatividade ofensiva preocupante para o nível da competição.
Análise do desempenho e falta de agressividade
Para a comentarista Raisa Simplicio, em análise no programa Fim de Papo, do UOL, o Flamengo desperdiçou a oportunidade de pressionar um adversário que não vive seu melhor momento. A equipe não conseguiu converter sua superioridade técnica em chances claras de gol, deixando de testar o goleiro Muslera, que, segundo a avaliação, está longe de seu auge físico e técnico.
A falta de “fome” de uma equipe que disputa uma semifinal continental foi um ponto central do debate. Embora tenha havido entrega física e movimentação, o time careceu de repertório para furar o bloqueio defensivo do Estudiantes, resultando em uma partida sem chutes que exigissem defesas difíceis do arqueiro adversário.
Gestão de elenco e decisões do comando técnico
A condução da partida pelo banco de reservas também foi questionada. Renan Teixeira destacou a demora nas substituições e a escolha equivocada nas trocas iniciais. O foco das críticas recaiu sobre a manutenção de Paquetá em campo, que já possuía um cartão amarelo e corria riscos disciplinares desnecessários em um jogo de alta tensão.
Além das escolhas táticas, a ausência de peças-chave foi apontada como um fator determinante para a queda de rendimento. A falta de Arrascaeta e, principalmente, de Jorginho, foi sentida pela equipe. Jorginho é visto como um maestro e uma liderança técnica dentro das quatro linhas, capaz de ditar o ritmo e orientar o posicionamento dos companheiros durante os momentos de pressão.
Expectativas para o confronto de volta no Maracanã
A preocupação agora se volta para o desgaste físico e a preparação para o jogo decisivo. Com um compromisso pelo Campeonato Brasileiro contra o Bahia antes do reencontro com o Estudiantes, a comissão técnica precisará gerir o elenco para evitar lesões e fadiga excessiva. O Flamengo terá a vantagem de atuar diante de sua torcida, mas precisará de uma postura mais concentrada e incisiva.
A expectativa é que o time carioca apresente um futebol mais condizente com a qualidade do seu elenco. A necessidade de criar oportunidades reais de gol será o principal desafio, já que o Estudiantes deve adotar uma postura mais reativa no Rio de Janeiro, buscando explorar contra-ataques para surpreender o rubro-negro.
Fonte: uol.com.br

































