A Fifa revelou um dado alarmante sobre o comportamento digital durante a atual edição da Copa do Mundo. Por meio de seu Serviço de Proteção nas Redes Sociais, a entidade identificou mais de 7 milhões de publicações com conteúdo potencialmente ofensivo ou abusivo direcionadas a jogadores, treinadores e membros das comissões técnicas.
O monitoramento, que utiliza inteligência artificial para filtrar o fluxo massivo de interações, aponta um crescimento exponencial na hostilidade virtual. Em comparação com o torneio de 2022, quando foram removidas 470 mil postagens, o volume de detecções cresceu 14 vezes, evidenciando um desafio crescente para a integridade dos profissionais envolvidos no esporte.
Aumento da vigilância e moderação de conteúdo
Desde o início da competição, o serviço especializado da Fifa moderou mais de 53 milhões de comentários e publicações. A equipe responsável pela análise detalhou mais de meio milhão de mensagens específicas que continham ataques diretos, reforçando a necessidade de uma postura ativa da entidade para mitigar o impacto negativo dessas interações no ambiente esportivo.
A gravidade das ofensas ultrapassou o limite do assédio moral e chegou a ameaças físicas. Segundo o relatório oficial da Fifa, foram reportadas mais de 1.000 ameaças graves às autoridades competentes, incluindo o acionamento de forças de segurança para garantir a integridade dos alvos dos ataques.
O peso do racismo e a segurança digital
Entre o conteúdo monitorado, o racismo ocupa uma parcela significativa e preocupante. Dados divulgados pela entidade neste mês indicam que 11% de todas as mensagens ofensivas identificadas continham insultos de cunho racista. Esse cenário coloca em xeque a segurança digital dos atletas e reforça a urgência de políticas mais rígidas nas plataformas de tecnologia.
A Copa do Mundo, que se encerra neste domingo com a final entre Argentina e Espanha, termina sob o signo da preocupação com a saúde mental e a proteção dos envolvidos. A Fifa mantém o monitoramento constante para assegurar que o ambiente online não se torne um espaço de impunidade para agressores que utilizam o anonimato das redes para disseminar ódio e ameaças.
Fonte: uol.com.br


































