O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou oficialmente a desistência do projeto que visava vender uma fatia dos direitos comerciais vinculados à Copa do Mundo. A decisão ocorre após a proposta gerar uma onda de divisões internas e críticas severas por parte de outras entidades do futebol mundial, forçando o dirigente a recuar de seus planos iniciais de reestruturação financeira.
A iniciativa, que ganhou destaque na imprensa esportiva na última terça-feira (28), previa a criação de uma subsidiária denominada Fifa Forward Enterprise. O objetivo era concentrar receitas de patrocínios, transmissões e licenciamentos sob uma nova gestão, com a possibilidade de comercializar até 20% dessa estrutura para investidores externos, em um negócio avaliado em 20 bilhões de dólares.
Impacto da resistência e fim do projeto
A proposta enfrentou forte oposição, culminando em ameaças de boicote por parte da Uefa a competições organizadas pela entidade máxima do futebol. Diante do cenário de instabilidade, Infantino reconheceu que o projeto não alcançaria o consenso necessário entre as 211 associações-membro, que detêm o poder de decisão sobre mudanças estruturais desta magnitude.
Em comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira, o dirigente afirmou que a ideia perdeu sua finalidade original. “Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não atende ao objetivo definido desde o início”, declarou o presidente da Fifa.
Busca por consenso e futuro da entidade
Após o recuo, o foco de Gianni Infantino volta-se para a recomposição do diálogo com as partes interessadas. O dirigente ressaltou que sua intenção é reunir os envolvidos nas próximas semanas para alinhar os interesses comuns e garantir o desenvolvimento do futebol global, priorizando as regiões que mais necessitam de suporte financeiro e estrutural.
O episódio evidencia a complexidade de gerir os interesses comerciais da Copa do Mundo, o principal ativo da instituição. A Fifa, que atua como órgão regulador e organizador de torneios, agora busca contornar o desgaste político gerado pela tentativa de monetização agressiva, reafirmando seu compromisso com a unidade das confederações filiadas.
Fonte: uol.com.br


































