O presidente da Fifa, Gianni Infantino, sinalizou que a entidade pode discutir uma nova ampliação no número de seleções participantes da Copa do Mundo após o encerramento da edição de 2026. O torneio atual, realizado no Canadá, México e Estados Unidos, marcou a estreia do formato com 48 equipes, uma mudança que gerou debates intensos, mas que agora é defendida pela organização como um sucesso esportivo e de inclusão global.
Perspectiva de crescimento para 64 seleções
Embora não tenha fornecido detalhes técnicos ou um cronograma definitivo, Infantino indicou que a possibilidade de elevar o torneio para 64 seleções está no radar da cúpula do futebol mundial. O dirigente reforçou que o objetivo central da Fifa é democratizar o acesso ao evento, permitindo que nações de todos os continentes tenham a oportunidade real de competir no palco principal do futebol.
Segundo o presidente, a qualidade técnica das seleções tem apresentado uma evolução constante em escala global. Ele argumentou que restringir a participação apenas a potências da Europa e da América do Sul limitaria o incentivo ao desenvolvimento do esporte em países menores, que precisam de visibilidade e experiência competitiva para elevar o nível de seus elencos.
Balanço do formato com 48 participantes
A transição do modelo de 32 para 48 seleções foi apresentada por Infantino como um acerto estratégico. O dirigente destacou o desempenho das equipes africanas, que registraram um aumento significativo na presença em fases eliminatórias, como as oitavas de final, em comparação com edições anteriores. Para a entidade, o fato de seleções de diversas regiões terem conquistado pontos e marcado gols valida a decisão de expansão.
O sucesso financeiro e de público também foi citado como justificativa para o modelo. Com uma taxa de ocupação nos estádios próxima a 99,9%, a Fifa projeta receitas que podem variar entre 13 e 14 bilhões de francos suíços. O dirigente defendeu os valores dos ingressos, afirmando que a alta demanda no mercado secundário comprova que os preços estabelecidos por especialistas estavam alinhados com o interesse do mercado.
Polêmicas sobre hidratação e gestão do torneio
Durante a entrevista à emissora suíça Blue Sport, o presidente abordou as críticas sobre os intervalos para hidratação durante as partidas. Embora parte do público tenha interpretado as pausas como uma manobra comercial para ampliar o tempo de exposição publicitária, Infantino justificou a medida como uma resposta necessária às condições climáticas extremas enfrentadas em alguns confrontos.
O dirigente admitiu que o tema gera controvérsia, especialmente quando as pausas não são aplicadas de forma uniforme em todos os jogos, criando percepções de desigualdade entre as equipes. Apesar das críticas, a Fifa mantém a postura de priorizar a saúde dos atletas sob condições de calor intenso, enquanto projeta o futuro das próximas edições, que já possuem sedes definidas para 2030, em Marrocos, Portugal e Espanha, e 2034, na Arábia Saudita.
Fonte: uol.com.br


































